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Está circulando pela Fatec um panfleto da UNE (entidade estudantil comandada desde sua reconstrução, em 1979, pela União da Juventude Socialista [UJS], o braço “jovem” do PCdoB) que contém algumas baboseiras a respeito da FATEC-SP. Sublinhamos a parte que interessa, vejam só (clique para ampliar):

UNE_panfleto

Como vocês leram, a União Nacional dos Estudantes (UNE), por meio desse panfleto, acusa a FATEC-SP (sem citar diretamente o nome desta unidade) de CONCENTRAR para si, 40 bolsas PIBIC/CNPq! Esse argumento é de uma insensatez, de uma cretinice e de uma falta de informação sem tamanho. Ele demonstra claramente o total desconhecimento da UNE sobre as questões da Fatec. Vejamos o motivo…

Primeiramente, é importante esclarecer que as concessões de bolsas PIBIC (no valor atual de R$ 400,00 para cursos de graduação) fazem parte do programa de estímulo a pesquisa e produção científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. A FATEC-SP começou a fazer parte do programa em 2004, onde foram disponibilizadas inicialmente 10 bolsas. No entanto, pelos bons resultados obtidos por docentes e alunos, o número de bolsas foi sendo gradativamente aumentado, até chegar a quantidade atual de 40 bolsas.

Porém, é óbvio que, pelo porte e importância da FATEC-SP, esse número é insuficiente. Basta fazer um cálculo simples, mera porcentagem: O número de matriculados hoje na FATEC-SP está em torno de 6.000 alunos, portanto, as 40 bolsas PIBIC/CNPq atendem, exatamente, 0.67% da comunidade discente! Ou seja, não chega a mísero 1%! É vergonhoso que em uma das Faculdades de tecnologia mais antigas e importantes do país, exista um programa irrisório de fomento à pesquisa, que não haja inovação tecnológica alguma e que não exista incentivo a criação de patentes.

E a UNE falando por ai que a FATEC-SP concentra bolsas… Ridículo! A lógica perversa desse argumento é simples: De acordo com a UNE, a FATEC-SP é uma espécie de Faculdade imperialista, que concentra para si os recursos repassados pelo Centro Paula Souza (CEETEPS), não deixando assim, as outras 55 Fatecs se desenvolverem plenamente. Portanto, a conclusão lógica é “se não há pesquisa nas outras unidades, a culpa só pode ser da FATEC-SP”!

Perceberam a falácia? O argumento cretino? Entretanto, por que será que a UNE é omissa e se cala diante da política do CEETEPS de sucateamento e nivelamento por baixo, que no ano passado (2012) tentou distribuir nossas escassas bolsas, ao invés de investir, incentivar e estimular as outras Fatecs a conquistarem as suas próprias? Ao contrário, dispensam elogios (contradizendo o argumento da tal concentração de bolsas) como: O CEETEPS é “um dos principais instrumentos de inovação do Estado”. Que inovação, cadê?

Enfim, defendemos que a FATEC-SP deveria ter à disposição, não 40, mas sim, 6.000 bolsas de iniciação científica (e de auxílio moradia, alimentação e etc.). Que as outras Fatecs tenham também bolsas, em número suficiente, para atender a TODOS os seus alunos. Que TODOS os estudantes matriculados nas Fatecs, e em outras instituições de ensino superior no Brasil, possam desenvolver plenamente suas capacidades acadêmicas. Não desejamos ilhas de excelência, mas sim, educação de qualidade, inclusiva, ampla, pública e gratuita.

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