Posts Tagged ‘Fatec-SP’

Imagem

O Centro Paula Souza (CEETEPS) irá pagar uma bonificação a professores e funcionários das Fatecs, que mais tiverem alunos aprovados. Também serão considerados os resultados obtidos no Sistema de Avaliação Institucional, o WebSAI.  

A Assistente de Planejamento Estratégico do CEETEPS, Glaucia Regina Manzano Martins, esteve nessa última terça feira (01/09/2013), na Fatec-SP, esclarecendo a comunidade acadêmica sobre as novas condições para o pagamento da Bonificação por Resultados. Segundo a funcionária, haverá algumas alterações nos critérios da avaliação do ano que vem (2014). Os professores e funcionários das unidades de Fatecs que aprovarem o maior número alunos e obtiverem os melhores resultados no WebSAI, poderão receber um bônus de até 2.9 vezes o salário. De acordo com a Assistente de Planejamento do CEETEPS, o índice de aprovação é um critério objetivo que pode ser utilizado para medir a eficácia do aprendizado.

Contrariando essa posição, professores e funcionários das Fatecs argumentam que o equívoco dessa política de incentivo, é condicionar o pagamento da bonificação por resultados, a quantidade de alunos aprovados. O então diretor interino da Etec Getúlio Vargas, numa matéria publicada na Revista Carta Capital, em maio de 2011, afirma que O governo tem todo o interesse de que o número de formandos seja o maior possível, porque a repetência gera mais gastos para o sistema”, e continua dizendo que “Por trás dessa política de bonificação, há, porém, uma estratégia de ‘forçação de barra’, de aprovar aluno a qualquer custo, mesmo que ele não tenha desempenho satisfatório. Além disso, a evasão escolar e o déficit de aprendizagem não dependem apenas do docente. Normalmente estão associados a outros fatores externos à escola, como problemas familiares ou necessidade de trabalhar”. [1]

Seguindo a mesma linha de pensamento, o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (SINTEPS), em nota publicada na internet, afirma que os critérios para o pagamento do bônus são extremamente injustos, pois “a maioria não depende dos esforços dos trabalhadores e guarda relação com a infraestrutura, ou seja, é de responsabilidade do governo: laboratórios precários, bibliotecas mal equipadas, falta de funcionários e professores e vários outros”. O sindicato também publicou em abril, uma “Moção de repúdio a política de bônus do CEETEPS. Por uma política salarial que valorize os trabalhadores e docentes! Não à precarização dos serviços públicos!”. [2]

É importante lembrar que o modelo da aprovação automática já existe desde meados da década de 90, nas escolas da rede pública estadual. O resultados são desastrosos. O analfabetismo funcional disparou e déficit em matemática chega a níveis preocupantes. Segundo a Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura -, o analfabeto funcional sabe escrever seu próprio nome, assim como ler e escrever frases simples, até efetua cálculos básicos, mas é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades do dia a dia.

Para saber mais, leia o post Centro Paula Souza zomba do trabalho dos profissionais das FATECs e ETECs.

Como funciona a Bonificação por Resultados? [3]

No caso das Fatecs, a Bonificação por Resultados será paga de acordo com os resultados obtidos no Índice de Desenvolvimento do Ensino Técnico e Tecnológico do Estado de São Paulo (IDETEC-SP). O IDETEC é um indicador composto pela média ponderada de cinco indicadores: Processo (30%), Situação do egresso (20%), Benefício (20%), Produtividade (20%) e Reconhecimento de cursos pelo Conselho Estadual de Educação (10%). Para que haja o pagamento do bônus, as unidades deverão atingir as metas estipuladas para cada indicador. Abaixo segue uma breve descrição de como funciona cada um dos cinco indicadores:

  1. Processo, avalia através do WebSai o desempenho Pedagógico de alunos e professores, gestão, CUSTO POR ALUNO (quanto menor o custo do aluno melhor) e índices de assiduidade. [Corresponde a 30% da meta geral]
  2. Situação do egresso, avalia através do WebSai a empregabilidade dos ex-alunos de cada Fatec. [Corresponde a 20% da meta geral]
  3. Benefício, avalia através do WebSai o grau de satisfação, o nível de atendimento das expectativas e avaliação do curso por alunos e professores de cada Fatec. [Corresponde a 20% da meta geral]
  4. Produtividade, será calculado pela razão do número de ALUNOS APROVADOS por disciplina em cada período e do número de matrículas por disciplina em cada período. [Corresponde a 20% da meta geral]
  5. Reconhecimento de cursos pelo CEE (Conselho Estadual de Educação). O nome é auto explicativo, para atingir essa meta é necessário que o curso oferecido pela unidade seja reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação. [Corresponde a 10% da meta geral]
grafico - Cópia

[3] As informações foram extraídas do Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Executivo I, 28/03/2013, página 3.

Esse mini-vídeo documentário procura mostrar as posições e os conflitos de ideias em torno da criação do DCE na Fatec-SP.

Apesar do grupo Independente Fatec-SP ter um lado, procuramos, nesse vídeo, apresentar os fatos da maneira mais imparcial possível.

O programa Ciência sem Fronteiras é um projeto do Governo Federal, lançando em 2011, de estímulo ao intercâmbio e mobilidade internacional. O programa prevê a distribuição de até 101 mil bolsas de estudo, para alunos universitários de todo o Brasil fazerem parte de seus cursos em outros países. O objetivo (excelente, na minha opinião) é fazer com que os estudantes brasileiros mantenham contato com sistemas educacionais competitivos tanto em tecnologia quanto em inovação.

As Fatecs, Faculdades de Tecnologias administradas pelo Centro Paulo Souza (CEETEPS), também participam do programa. Entretanto, do total das 4661 bolsas distribuídas no Estado de São Paulo até junho de 2013, as Fatecs ficaram com apenas 60 delas, ou seja, 1,3% do total.

Para ver os números atualizados, clique aqui.

O Centro Paula Souza, porém, informa com muita satisfação que “está entre as 13 instituições [de 14 instituições – comentário do blog] de ensino superior do Estado de São Paulo que mais aprovou alunos no programa Ciência sem Fronteiras”. E que agradece a todos que contribuíram para este “EXCELENTE RESULTADO”.

Será que o Centro Paula Souza acha que somos tão ruins assim, ao ponto de não sabermos, pelo menos, contar?

Vejam só: se as Fatecs, em todo o estado de São Paulo, têm mais de 60 mil alunos matriculados, e se o total de bolsas distribuídas para nós foram de 60 somente, então podemos concluir que a cada 1000 alunos (arredondando para baixo), apenas um consegue uma bolsa do Ciência sem Fronteiras. Será que podemos chamar esse cenário aterrador de “excelente resultado”?

Para piorar a situação, segue abaixo um gráfico comparativo da distribuição das bolsas entre as 14 instituições Paulistas que participam do programa. Nós Fatecanos, com nossos mais de 60 mil alunos matriculados, estamos abaixo de Faculdades como Mauá, PUC-Campinas, FEI e Mackenzie (não menosprezando ninguém). Contemplem os “excelentes resultados”.

grafico_ciencia_sem_fronteiras

Está circulando pela Fatec um panfleto da UNE (entidade estudantil comandada desde sua reconstrução, em 1979, pela União da Juventude Socialista [UJS], o braço “jovem” do PCdoB) que contém algumas baboseiras a respeito da FATEC-SP. Sublinhamos a parte que interessa, vejam só (clique para ampliar):

UNE_panfleto

Como vocês leram, a União Nacional dos Estudantes (UNE), por meio desse panfleto, acusa a FATEC-SP (sem citar diretamente o nome desta unidade) de CONCENTRAR para si, 40 bolsas PIBIC/CNPq! Esse argumento é de uma insensatez, de uma cretinice e de uma falta de informação sem tamanho. Ele demonstra claramente o total desconhecimento da UNE sobre as questões da Fatec. Vejamos o motivo…

Primeiramente, é importante esclarecer que as concessões de bolsas PIBIC (no valor atual de R$ 400,00 para cursos de graduação) fazem parte do programa de estímulo a pesquisa e produção científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. A FATEC-SP começou a fazer parte do programa em 2004, onde foram disponibilizadas inicialmente 10 bolsas. No entanto, pelos bons resultados obtidos por docentes e alunos, o número de bolsas foi sendo gradativamente aumentado, até chegar a quantidade atual de 40 bolsas.

Porém, é óbvio que, pelo porte e importância da FATEC-SP, esse número é insuficiente. Basta fazer um cálculo simples, mera porcentagem: O número de matriculados hoje na FATEC-SP está em torno de 6.000 alunos, portanto, as 40 bolsas PIBIC/CNPq atendem, exatamente, 0.67% da comunidade discente! Ou seja, não chega a mísero 1%! É vergonhoso que em uma das Faculdades de tecnologia mais antigas e importantes do país, exista um programa irrisório de fomento à pesquisa, que não haja inovação tecnológica alguma e que não exista incentivo a criação de patentes.

E a UNE falando por ai que a FATEC-SP concentra bolsas… Ridículo! A lógica perversa desse argumento é simples: De acordo com a UNE, a FATEC-SP é uma espécie de Faculdade imperialista, que concentra para si os recursos repassados pelo Centro Paula Souza (CEETEPS), não deixando assim, as outras 55 Fatecs se desenvolverem plenamente. Portanto, a conclusão lógica é “se não há pesquisa nas outras unidades, a culpa só pode ser da FATEC-SP”!

Perceberam a falácia? O argumento cretino? Entretanto, por que será que a UNE é omissa e se cala diante da política do CEETEPS de sucateamento e nivelamento por baixo, que no ano passado (2012) tentou distribuir nossas escassas bolsas, ao invés de investir, incentivar e estimular as outras Fatecs a conquistarem as suas próprias? Ao contrário, dispensam elogios (contradizendo o argumento da tal concentração de bolsas) como: O CEETEPS é “um dos principais instrumentos de inovação do Estado”. Que inovação, cadê?

Enfim, defendemos que a FATEC-SP deveria ter à disposição, não 40, mas sim, 6.000 bolsas de iniciação científica (e de auxílio moradia, alimentação e etc.). Que as outras Fatecs tenham também bolsas, em número suficiente, para atender a TODOS os seus alunos. Que TODOS os estudantes matriculados nas Fatecs, e em outras instituições de ensino superior no Brasil, possam desenvolver plenamente suas capacidades acadêmicas. Não desejamos ilhas de excelência, mas sim, educação de qualidade, inclusiva, ampla, pública e gratuita.

Foto do companheiro Kelvin, pertinho do companheiro Lula, durante o lançamento do livro “DEZ ANOS DE GOVERNOS PÓS-NEOLIBERAIS NO BRASIL: LULA E DILMA”, DE EMIR SADER, no Centro Cultural Vergueiro, nesta segunda-feira (13/05/2013). O evento contou com a participação da filósofa Marilena Chauí, o economista Marcio Pochmann, o cientista político Emir Sader, organizador da obra, o próprio Lula e do Grupo Independente Fatec-SP (rsrs).

Para quem quiser saber mais sobre o evento, clique aqui.

Lula e Kelvin (1)

fateccachorro018

Caros leitores, eis uma bela charge, da artista e caricaturista Nina Corti9, que satiriza o Despacho Nº 005/2012 do CEETEPS, que introduz o Ensino a Distância (EaD) em até 20% da grade horária total dos cursos das Fatecs.

Segundo o artigo Ensino a Distância rebaixa qualidade da educação no país, publicado na Revista Caros Amigos em Novembro de 2011: O EaD “mascara a ausência de políticas efetivas dos governos federal e estaduais para suprir em quantidade satisfatória a falta de vagas presenciais em instituições públicas do país. Escamoteia o problema central e desencadeia outro seríssimo ao facilitar o rebaixamento na qualidade do ensino dos cursos oferecidos a distância. (…) Na verdade, o ensino a distância foi o formato encontrado pelos governantes para diplomar pobres em massa e responder as metas educacionais impostas por organismos internacionais como o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio, a OMC.”

Ver Boletim Independente FATEC-SP nº 9

https://docs.google.com/open?id=0B0XnZcE00jxsTjhnNzJob25kM3c

ujs

Eis uma bela arte do grande cartunista Tema, que ilustra de forma bem humorada, a necessidade de “chutar” grupos pelegos e governista (como a UJS, por exemplo) do movimento estudantil Fatecano.

Caros, não sei se alguém aqui teve disposição, ou tempo, para ler a proposta (escandalosa, eu diria) de Estatuto sugerida pelo Sr. Miranda… Como aluno Fatecano, apenas, tomei a liberdade e me joguei nessa difícil empreitada. Não foi uma tarefa fácil, confesso. Inclusive, é justamente para esse tipo de coisa, que temos uma tão respeitada e distinta comissão estatutária, não é? Mas enfim, como bom Fatecano que sou, vou compartilhar minhas impressões:

O Estatuto se inicia falando sobre a sede (no campus da Fatec-SP, a propósito), da fundação e denominação do DCE. Em seguida, fala das finalidades, dos associados, do patrimônio, da organização da entidade (basicamente dividida entre Congresso, o Conselho e Diretoria) e dos cargos para a Diretoria. Interessante que essa última parte (que fala dos cargos da Diretoria) começa na página 5 e termina na página 13 do documento. Porém, o ponto mais importante do Estatuto, o que estabelece as regras para AS ELEIÇÕES DA DIRETORIA, possui mísera meia página. Isso mesmo, caro Fatecano, mísera meia e vaga página! Tomarei a liberdade mais uma vez, e postarei aqui uma versão comentada (entre aspas), do Capítulo VII do Estatuto, o que “fala” sobre as Eleições.

Artigo 39º – As eleições serão organizadas pela Comissão Eleitoral eleita em Assembleia Geral convocada para este fim. “Não sou jurista, mas me parece que há uma contradição aqui: A eleições serão organizadas por uma comissão eleita, convocada (por quem?) para esse fim. E quem vai organizar as eleições da Comissão eleita?”.

Artigo 40º – A Comissão Eleitoral terá um Presidente eleito pelos componentes, por maioria simples da Comissão Eleitoral. “Onde está escrito Presidente, leia-se, Miranda, ou Imperador, ou Ditador. Existe também outra questão: Será que esse tal Presidente poderá ocupar outros cargos? Ou até mesmo se candidatar a Diretoria do DCE? O Estatuto nada diz”.

Artigo 41º – Cabe ao Presidente da Comissão Eleitoral propor um regimento do processo eleitoral, bem como o calendário para sua realização. “Ou seja, as regras das eleições serão criadas por esse tal presidente quando ele bem entender. O que impede que cada eleição tenha um regimento diferente? Ele pode mudar as regras das eleições de acordo com os interesses no momento, não? Novamente o Estatuto deixa brechas graves”.

Artigo 42º – Compete ao Presidente da Comissão Eleitoral responder pela Diretoria do DCE FATEC nos dias de votação. “Até aqui tudo bem. Mas, caso o presidente da Comissão Eleitoral e o Presidente da Diretoria seja mesma pessoa, teremos aqui uma situação bizarra de alguém respondendo a si próprio. Quanta democracia, hein”.

Artigo 43º – Cabe ao Presidente da Comissão anular votos e urnas durante os dias de votação. “????????? Precisa comentar? Tipo, vou anular os votos da Fatec-X pois, eles são feios, burros, não fazem o que eu quero, ou a cédula de votação não é cor de rosinha”.

Artigo 44º – Compete a Comissão Eleitoral, analisar e julgar os possíveis problemas durante o processo eleitoral, fazendo cumpri o regimento por esta aprovada e o presente estatuto. “Aqui nada de anormal”.

Como vocês podem ver, já estava tudo lá. O golpe estava escrito, não nas estrelas, claro…

Enfim, compete agora à iluminada Comissão de Redação, reescrever essa bizarrice e procurar outras brechas, que com certeza devem existir. Queremos um DCE democrático (não é?)! TODAS as Fatecs precisam estar representadas, de acordo com seu tamanho, na estrutura, digamos, dirigente (odeio essa palavra) do DCE.

Somente assim, conseguiremos impedir que grupos, ligados a partidos políticos, nos utilizem para garantir suas bases de poder.

Abraços a todos!

Publicado no Facebook em 06/04/2013

A autarquia do Governo do Estado de São Paulo “responsável” pelo ensino técnico e tecnológico, Centro Paula Souza (CEETEPS), avaliou mal (para não dizer péssimo) e penalizou instituições consideradas ilhas de excelências pelo Ministério da Educação.

Unidades importantes das FATECs e ETECs ficaram de fora da folha de pagamento da bonificação por resultados 2013. Esse bônus tem por finalidade, premiar financeiramente os professores e funcionários das unidades que cumprem as metas estipuladas pelo Centro Paula Souza. No entanto, essas metas priorizam a QUANTIDADE em detrimento da QUALIDADE ¹. Esse sistema adota critérios que não dependem somente do funcionário, como evasão escolar e aprovação dos alunos. A conta é simples, quem aprova mais (mesmo que o aluno não tenha aprendido), recebe um bônus maior. Na prática, beneficiam-se os que entram no esquema da aprovação automática.

Essa política fica bem clara quando, por exemplo, comparamos os excelentes resultados obtidos pela FATEC-SP e ETESP no ENADE e ENEM respectivamente, com o mau desempenho das duas instituições na avaliação do Centro Paula Souza. Para se ter uma ideia, segundo dados do Ministério da Educação, a Fatec-SP teve três cursos (de seis avaliados) com desempenho 5 (a nota máxima) no ENADE. Os restantes obtiveram o desempenho 4 (estão no grupo de excelência do MEC). Quanto a ETESP, ela foi pela segunda vez consecutiva, a escola pública com o melhor resultado obtido no ENEM em todo o Estado de São Paulo! Ficou na 9º colocação entre os colégios públicos e privados da capital, na frente de escolas particulares tradicionais! Pois então, como o Centro Paula Souza conseguiu avaliar mal e penalizar essas duas instituições? Há uma incoerência muito grande nessa história… Será que os burocratas do CEETEPS possuem realmente boa fé e competência para avaliar o trabalho de alguém?

Enfim, reiteramos que somos contra a bonificação por resultados. Defendemos sim, melhorias salariais para os professores e funcionários das FATECs e ETECs. Inclusive, a total incorporação do valor do bônus aos salários. É necessário valorizar (e muito!) o trabalho dos profissionais da educação, e não estimular o profissional mercenário, preocupado mais com ganhos financeiros do que com o verdadeiro aprendizado.

¹ Vide boletim Independente Fatec-SP nº 3.  Alertamos vocês sobre esse problema há exatamente um ano.

Em tempo 1…

O caminho é a greve! Espelhem-se no exemplo dos servidores Federais. No ano passado (2012) eles paralisaram a rede inteira por quase 4 meses e obrigaram o Governo Federal a negociar… Se a greve tem riscos, a covardia tem custos. Afinal, quem não chora não mama!

Em tempo 2…

Para quem quiser saber mais a respeito da bonificação por resultados, sobre como ela gera corrupção no sistema e distorce o que deveria controlar, leiam a excelente entrevista do professor de educação da UNICAMP, Luis Carlos Freitas, publicada na revista Carta Capital em 02/05/2011: “A meritocracia e o ilusionismo”.

Publicado no Facebook em 07/03/2013

Sobraram autoritarismo, truculência e desorganização na segunda assembleia para construção do novo DCE unificado das Fatecs!

Ocorreu ontem, quarta-feira 06/03/2013, em Jundiaí, a segunda “assembleia” dos alunos das Fatecs, para construção do novo DCE (Diretório Central dos Estudantes) unificado das Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo. Estavam presentes, supostos representantes de 22 Fatecs, de várias localidades no estado, dentre as quais: São Paulo, Jundiaí, Sorocaba, São Bernardo, Carapicuíba, Botucatu, entre outros.
Assim como no primeiro encontro, ocorrido em São Paulo (20/02/2013), novamente o autoritarismo, a truculência e a desorganização foram a tônica da reunião. O sujeito Arthur Miranda (Fatec São Bernardo), auto-intitulado Coordenador Geral da Assembleia, protagonizou mais um episódio lamentável no movimento estudantil Fatecano. A história foi dramática! Mas ela não é carroça abandonada numa beira da estrada. Vamos a ela…

1º Ato – Desorganização: Além do atraso para o inicio da reunião (os trabalhos deveriam iniciar às 19h30min, porém, começaram efetivamente por volta das 21h), o evento, realizado no auditório da Fatec Jundiaí, contou com sérios problemas de organização. O mais grave refere-se aos supostos representantes das 22 Fatecs que estavam presentes. Nenhum deles comprovou terem sido eleitos delegados pelos alunos de suas unidades, inclusive não houve nenhum tipo de identificação formal que atestasse que os presentes ao menos fossem alunos matriculados nessas Fatecs (novamente as forças ocultas?). O que prevaleceu foi a palavra, como nos bons e velhos tempos da Idade Média. Qualquer filho de Deus poderia chegar à assembleia e dizer que era o representante supremo, por exemplo, da Fatec de São Thomé das Letras… Cadê a legitimidade?
Também não houve respeito ao direito de manifestação dos que estavam presentes. Havia uma lista que disciplinava o direito a fala. Se alguém desejasse se manifestar, bastava se inscrever na lista e aguardar sua vez de falar. No entanto, esse dispositivo simples não foi respeitado. Pessoas falavam ao mesmo tempo, ninguém conseguiu se ouvir e, como se não bastasse, Arthur Miranda monopolizou o microfone e tagarelou mais que um rádio quebrado (ele é um Jô Soares!). Alguns alunos, num ato de protesto, deixaram o evento alegando que não tiveram voz ativa na assembleia.

2º Ato – Autoritarismo e truculência: Como era esperado, Arthur Miranda deu um show de autoritarismo à moda UJS (o braço “jovem” do PCdoB,Partido Comunista do Brasil). Para começar, ele se auto-intitulou Coordenador Geral da mesa diretora (a responsável por conduzir a reunião) e nomeou algumas pessoas para completá-la (esse é o jeitinho Miranda de fazer as coisas). Ele fez brotar, alguns minutos antes de começar os trabalhos, uma pauta de reunião e também distribuiu camisetas (compradas não sei como) com a estampa “Comissão Estatutária – DCE Fatec” (perceba a jogada psicológica, a força do simbolismo). Entretanto, o gesto de maior truculência ocorreu quando o Sr. Miranda tentou descer na goela dos presentes, um Regimento (escrito por ele mesmo e sem o conhecimento prévio de todos) regulamentador dos trabalhos da Comissão Estatutária.
A reação dos presentes foi contundente. Dissemos, mais uma vez, NÃO as manobras do Sr. Arthur Miranda! Como solução a todo esse angu, a mesa diretora sugeriu (por livre e espontânea pressão) uma proposta minimamente democrática: Ficou acordado que o tal Regimento será encaminhado para os representantes das Fatecs, esses por sua vez, encaminharão o documento às suas unidades, para que ele seja apreciado e reescrito no que for necessário. A leitura e aprovação do Regimento será no dia 13/04/2013 no campus da Fatec de Sorocaba.

Conclusão: Enfim, mais uma vez o famigerado Arthur Miranda, menosprezou a inteligência do movimento estudantil Fatecano! A cada dia que passa, ele perde mais e mais credibilidade entre estudantes das Fatecs. Não é com autoritarismo, jogo sujo e truculência, que conseguirmos construir uma entidade realmente democrática que represente os interesses de todos.