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Entreguismo: doença infantil do Fatecano

Posted: 9 de Novembro de 2013 by Duke de Vespa in DCE Fatec, Fatec
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Incrível como os vícios da velha política nacional ocorrem com exatidão, sem tirar nem por, na micro política estudantil Fatecana. As mesmíssimas práticas da politicagem tupiniquim, como compra de votos, oportunismo rasteiro, financiamento obscuro de campanha, promessas vazias, marketing no lugar de propostas, supremacia de quem tem mais dinheiro, acordões de bastidores, entre outros., também deram as caras nas eleições para o DCE Fatec. O resultado foi mais que previsível… Os camisas verdes da “CONECTE-SE” levaram a melhor sob a “OUTROS JUNHOS VIRÃO”, faturando 85% dos votos.

O Fatecano se deixou levar pelas aparências, encantado como uma mosca zonza pelo brilho reluzente do ouro dos tolos. No ano passado (2012), nas eleições para o Centro Acadêmico da Fatec-SP, quem ganhou a disputa foram os “camisas rosas” (aliás, apoiados pela UJS, Miranda & cia.). Nas eleições para o DCE, neste ano (2013), a bola da vez foram os “camisas verdes”. E assim, de cor em cor, seguimos firmes elegendo nossos representantes. Será que o Fatecano tem alguma tara com camisa? Não sei… Mas o que eu posso dizer é que a tática da camisa ou uniforme, é muito utilizada pelas organizações e tribos urbanas em geral, para criar uma sensação de pertencimento, de inserção do indivíduo no grupo, de cimento social. Ela afirma as semelhanças daqueles que comungam de uma causa comum, ao mesmo tempo em que diferencia-os dos não crentes, ou seja, do outro.
Ainda sobre as camisas, lembrei do didático filme “A Onda” (título original: Die Welle), produção alemã de 2008, dirigida por Dennis Gansel.  O filme aborda, entre outras coisas, a estreita relação do “vestir a camisa” com o fascismo. Não deixem de ver. E antes que alguém comece a chiar, esclareço: NÃO estou acusando quem usa camisa de chapa, de tribo, de time de futebol, ou do diabo a quatro que seja, de fascista. Fascismo vai muito além disso.
Voltando a política nacional, nas minhas aulas de história, lá do ginásio, aprendi que os fazendeiros e coronéis, donos de currais eleitorais, trocavam (e até hoje trocam) votos por presentinhos. O povo pobre e desassistido dos rincões do Brasil, não hesitava em trocar seu voto por uma cesta básica, chaveiro ou dentadura. Manter a população na miséria e na ignorância, para que ela não consiga pensar politicamente, é também uma maneira de… fazer política. Mas e na Fatec? Em plena era da internet, no estado mais rico do país, numa faculdade pública de tecnologia, a história se repete. O Fatecano troca seu voto por camisa bonitinha, lacinho de cabelo, bexiga e por palavras vazias… Seria a Fatec também um curral?
Sim! Aliás, o Brasil todo é um grande curral. Já dizia o poeta Zé Ramalho na célebre música Admirável Gado Novo: “Eh ôô Vida de gado. Povo Marcado. Êh, povo Feliz…”.

Ainda não conseguimos compreender exatamente o que foram as manifestações de junho. Há diversas interpretações e narrativas diferentes. As mais pessimistas (ou seriam realistas?) dizem que os protestos com seu slogan “O povo acordou”, no fim das contas, não deu em nada. Todo aquele alvoroço não passou de um “piti” anabolizado pela velha mídia conservadora. “Aquela baboseira toda só serviu para render boas fotos no Facebook”, dizem as línguas por aí. O fato é que o atraso brasileiro é proporcional a nossa ignorância política. Quem sabe, daqui uns 50 anos, nós aprendamos que política é coisa séria e que voto não se troca por camisa ou fitinha de cabelo. Até lá, vamos, em ritmo de micareta, continuar entregando as FATECs, e o Brasil, aos oportunistas.
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O Centro Paula Souza (CEETEPS) irá pagar uma bonificação a professores e funcionários das Fatecs, que mais tiverem alunos aprovados. Também serão considerados os resultados obtidos no Sistema de Avaliação Institucional, o WebSAI.  

A Assistente de Planejamento Estratégico do CEETEPS, Glaucia Regina Manzano Martins, esteve nessa última terça feira (01/09/2013), na Fatec-SP, esclarecendo a comunidade acadêmica sobre as novas condições para o pagamento da Bonificação por Resultados. Segundo a funcionária, haverá algumas alterações nos critérios da avaliação do ano que vem (2014). Os professores e funcionários das unidades de Fatecs que aprovarem o maior número alunos e obtiverem os melhores resultados no WebSAI, poderão receber um bônus de até 2.9 vezes o salário. De acordo com a Assistente de Planejamento do CEETEPS, o índice de aprovação é um critério objetivo que pode ser utilizado para medir a eficácia do aprendizado.

Contrariando essa posição, professores e funcionários das Fatecs argumentam que o equívoco dessa política de incentivo, é condicionar o pagamento da bonificação por resultados, a quantidade de alunos aprovados. O então diretor interino da Etec Getúlio Vargas, numa matéria publicada na Revista Carta Capital, em maio de 2011, afirma que O governo tem todo o interesse de que o número de formandos seja o maior possível, porque a repetência gera mais gastos para o sistema”, e continua dizendo que “Por trás dessa política de bonificação, há, porém, uma estratégia de ‘forçação de barra’, de aprovar aluno a qualquer custo, mesmo que ele não tenha desempenho satisfatório. Além disso, a evasão escolar e o déficit de aprendizagem não dependem apenas do docente. Normalmente estão associados a outros fatores externos à escola, como problemas familiares ou necessidade de trabalhar”. [1]

Seguindo a mesma linha de pensamento, o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (SINTEPS), em nota publicada na internet, afirma que os critérios para o pagamento do bônus são extremamente injustos, pois “a maioria não depende dos esforços dos trabalhadores e guarda relação com a infraestrutura, ou seja, é de responsabilidade do governo: laboratórios precários, bibliotecas mal equipadas, falta de funcionários e professores e vários outros”. O sindicato também publicou em abril, uma “Moção de repúdio a política de bônus do CEETEPS. Por uma política salarial que valorize os trabalhadores e docentes! Não à precarização dos serviços públicos!”. [2]

É importante lembrar que o modelo da aprovação automática já existe desde meados da década de 90, nas escolas da rede pública estadual. O resultados são desastrosos. O analfabetismo funcional disparou e déficit em matemática chega a níveis preocupantes. Segundo a Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura -, o analfabeto funcional sabe escrever seu próprio nome, assim como ler e escrever frases simples, até efetua cálculos básicos, mas é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades do dia a dia.

Para saber mais, leia o post Centro Paula Souza zomba do trabalho dos profissionais das FATECs e ETECs.

Como funciona a Bonificação por Resultados? [3]

No caso das Fatecs, a Bonificação por Resultados será paga de acordo com os resultados obtidos no Índice de Desenvolvimento do Ensino Técnico e Tecnológico do Estado de São Paulo (IDETEC-SP). O IDETEC é um indicador composto pela média ponderada de cinco indicadores: Processo (30%), Situação do egresso (20%), Benefício (20%), Produtividade (20%) e Reconhecimento de cursos pelo Conselho Estadual de Educação (10%). Para que haja o pagamento do bônus, as unidades deverão atingir as metas estipuladas para cada indicador. Abaixo segue uma breve descrição de como funciona cada um dos cinco indicadores:

  1. Processo, avalia através do WebSai o desempenho Pedagógico de alunos e professores, gestão, CUSTO POR ALUNO (quanto menor o custo do aluno melhor) e índices de assiduidade. [Corresponde a 30% da meta geral]
  2. Situação do egresso, avalia através do WebSai a empregabilidade dos ex-alunos de cada Fatec. [Corresponde a 20% da meta geral]
  3. Benefício, avalia através do WebSai o grau de satisfação, o nível de atendimento das expectativas e avaliação do curso por alunos e professores de cada Fatec. [Corresponde a 20% da meta geral]
  4. Produtividade, será calculado pela razão do número de ALUNOS APROVADOS por disciplina em cada período e do número de matrículas por disciplina em cada período. [Corresponde a 20% da meta geral]
  5. Reconhecimento de cursos pelo CEE (Conselho Estadual de Educação). O nome é auto explicativo, para atingir essa meta é necessário que o curso oferecido pela unidade seja reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação. [Corresponde a 10% da meta geral]
grafico - Cópia

[3] As informações foram extraídas do Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Executivo I, 28/03/2013, página 3.

No início deste ano, durante as férias de janeiro, formulei alguns questionamentos aos professores do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI), da FATEC-SP, sobre o mercado de Tecnologia da Informação (T.I.) no Brasil.
Na época, havia tomado conhecimento de uma pesquisa, desenvolvida pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM), sobre a realidade, nada agradável (bastante aterradora, eu diria) do mercado de T.I. brasileiro.
O chefe do DTI, o Prof.º Dr. Marcelo Duduchi Feitosa, foi muito solicito e respondeu prontamente todas as questões por mim levantadas.
Aproveitando que agora temos um blog, acho oportuno divulgar esse interessante debate.

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ALUNO FATECANO PERGUNTA:

Caros professores, nesta semana eu tomei conhecimento de uma pesquisa que me deixou preocupado. Acho que esse é um assunto muito importante, e sem dúvida, do nosso interesse. Gostaria que alguém comentasse.

A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM) publicou recentemente um estudo sobre o mercado de T.I no Brasil. Os resultados são preocupantes… A média salarial de um analista de sistemas (a maior remuneração!!!) no Brasil é de R$ 2.862,00, sendo que em São Paulo fica em torno dos R$ 2.950,00. Um analista de suporte computacional (o pior remunerado) tem o rendimento de R$ 1.867,00 em São Paulo. Em outros estados a situação é ainda mais crítica!

Outro dado alarmante, diz respeito a relação entre a oferta de vagas nas instituições de ensino e o número de concluintes. Para se ter uma ideia, apenas em São Paulo, das 76.459 vagas ofertadas (média do triênio de 2007 à 2009) apenas 10.174 foram concluídas. Ou seja, temos uma evasão em massa de 87%! Será verdade que realmente falta mão de obra qualificada, que os profissionais de T.I recebem os maiores salários, que a carreira é excelente e etc.? Esse estudo demonstra que a realidade não é bem assim.

Percebo que as maiorias das empresas não desenvolvem ou criam novas tecnologias. Elas somente operam as tecnologias já existentes. Por exemplo, alguém que trabalha com segurança da informação, na prática ele vai apenas controlar acesso a diretórios, definir perfis de rede, bloquear pacotes através do firewall, bloquear sites com o Proxy e fazer varredura com antivírus. Ou seja, o profissional irá operar softwares prontos, que fazem todo o trabalho. Não é necessária muita qualificação para desempenhar essas atividades. Em outros segmentos do mercado a realidade é bastante parecida. Então, se montarmos uma equação, teremos: Profissão não regulamentada + baixa qualificação + sindicatos fracos = baixos salários e subempregos (terceirizações e regime PJ). Será essa é a realidade do setor? Segue anexo o resumo do estudo da BRASSCOM:

Aluno Fatecano.
Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) – Noite.

RESPOSTA DO PROFESSOR DR. MARCELO DUDUCHI FEITOSA:

Prezado Aluno Fatecano,

Pode se tranquilizar e curtir suas férias.Acho que existe um probleminha em sua análise. A tabela citada de salários não é a média de todos os salários e sim média de salários admissionais. Veja as informações divulgadas pela Info sobre salários da área no link abaixo:
Tabela de Salários de T.I. – Info

Para um curso como o nosso que é conceito máximo no ENADE até estagiários estão ganhando os valores indicados por você. Além disto, pode verificar nos gráficos que a demanda é sempre muito superior à oferta e por isso o mercado em nossa área tende a estar aquecido por muito tempo. A reportagem do Estadão em que nosso aluno saiu (link abaixo) em 2011 fala sobre 90 mil vagas em aberto e prevê carência de 200 mil em 2013:
Déficit de Profissionais de T.I. – Estadão

Para 2020 segundo a própria BRASSCOM a previsão é de falta de 750 mil profissionais na área.
Falta de Profissionais de T.I. para 2020 – BRASSCOM

Neste cenário não acredito existirem baixos salários.A qualidade do aluno formados e evasão que você citou realmente é preocupante e temos que combatê-la. Dos quase 250 cursos de ADS que participaram do ENADE só 15 tiveram conceito 5 (máximo) como nós. Além disto nós fomos o único curso de ADS a tirar conceito 5 com mais de 100 alunos. Os poucos IFs que tiraram conceito máximo como nós tinham em média 10 alunos participando da prova. Todos os outros com exceção da UFF (com 77 alunos) tinham menos de 30 participando.No nosso curso portanto não estou muito preocupado com isto, pois fizemos o último ENADE com 129 prováveis formandos! Além disto, mesmo tendo disciplinas optativas cujo conteúdo é efetivo no ENADE, o que estamos corrigindo, conseguimos obter conceito máximo! Certamente conseguiremos ainda melhores resultados no futuro!

Ao menos em nossa área, também não concordo que não se produza tecnologia de ponta. É certo que há muito a ser feito, mas a maioria de nossos alunos em final de curso está atuando em desenvolvimento e suporte a desenvolvimento de software. Temos empresas despontando em desenvolvimento tecnológico e competindo até lá fora. Além disto várias empresas não nacionais tem desenvolvido tecnologia em nosso país. É muito interessante ver a IBM inaugurando laboratórios de pesquisa no Brasil e contratando pesquisadores daqui para atuar nele em tecnologia de ponta como a profa. Marcia Ito aqui do nosso departamento por exemplo. Vale ressaltar que nossos alunos já estão sendo chamados para atuar lá também…Também não gosto muito de alguns itens considerados na sua equação como “profissão não regulamentada” e “sindicatos fracos”. O verdadeiro objetivo dos conselhos regionais que vem da regulamentação da profissão deveria ser proteger a sociedade dos maus profissionais e não gerar “reserva de mercado” para formados na área como tentam fazer hoje. Sabemos também que boa parte dos sindicatos por ai também não cuida de nada a não ser de seu próprio interesse funcionando como trampolim político.Prefiro dizer que a nossa realidade aqui na FATEC-SP ontem, hoje e no futuro tende a ser:

Alta qualificação especializada + Muita falta de profissionais em TI = Grandes oportunidade profissionais.
Curta suas férias despreocupado…Abraços a todos e bom resto de férias! Estarei curtindo as minhas e, por isto, estarei incomunicável por alguns dias.Saudações Universitárias!

Marcelo Duduchi.

 

Saiu no site da União Nacional dos Estudantes (UNE) uma nota recheada de mentiras sobre a fundação do DCE Fatec, ou DCE da UJS, como dizem alguns. Esse assunto sobre o DCE já está tão batido e a UNE/UJS já foi desmascarada tantas vezes, que não vale a pena nem publicar mais um post. Porém, como eu adoro desmascarar pelegos governistas, não vou deixar passar essa em branco. A nota segue abaixo junto com meus comentários, que estão em negrito. 

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ESTUDANTES DA FATEC FUNDAM DCE EM CONGRESSO INÉDITO

“No último dia 14/9, cerca de 120 pessoas se reuniram no 1º Congresso dos Estudantes Fatecanos, realizado na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), campus Barueri, para fundar o Diretório Central dos Estudantes da instituição.”

Cerca de 120 pessoas? Não creio nesse número. Gostaria muito de ver a ata com a assinatura e o RA de todos os Fatecanos presentes.

“O processo de formação do DCE teve início em março deste ano, englobando grandes atividades como assembleias gerais via vídeo conferência e reuniões presenciais que discutiram e construíram o conteúdo do estatuto do diretório acadêmico.”

Três mentiras deslavadas numa única frase! Primeiramente o processo de construção do DCE teve início em fevereiro desse ano, e não em março, como afirma a nota. Segundo, não houve reuniões para a construção de Estatuto do DCE. Ele já estava pronto desde o ano passado. Foi uma cópia mal feita do Estatuto do DCE da UNIFESP. Eu mesmo tive acesso pessoalmente ao documento, que estava circulando pela Fatec-SP desde 2012, nas mãos de um militante da UJS. E a terceira mentira é que não aconteceu conferencia online coisa nenhuma. Tudo não passou de uma embromação rasteira. Na verdade, a União da Juventude Socialista (UJS) tentou aprovar na marra, no dia 26/02/2013, na Fatec-SP, o estatuto de DCE através de uma “assembleia” realizada parcialmente pelo SKYPE (digo parcialmente, pois havia alguns alunos participando, que estavam realmente presentes, em carne e osso). Entretanto, os supostos Fatecanos que estavam conectados, participando da tal reunião online, eram, na realidade, os contatos registrados no SKYPE de um dos militantes da UJS, mais precisamente o Sr Athur Miranda. Esse estatuto, na época, não foi aprovado. Os militantes da UJS foram rechaçados e tiveram que abandonar, por hora, o plano de tomar de assalto o movimento estudantil Fatecano.

“Participaram do congresso a presidenta da UNE, Virgínia Barros, a presidenta da UEE-SP, Carina Vitral e representantes de cada uma das 56 unidades da FATEC espalhadas pelo estado de São Paulo.”

A UNE é aquela entidade estudantil governista, que costumar trocar os direitos adquiridos dos estudantes, por privilégios políticos e econômicos. Como esquecer que a UNE abriu mão de defender o benefício da meia entrada para shows e eventos culturais, outrora concedido a todos os estudantes, e agora limitado a 40% do total de ingressos? E fez isso para obter o monopólio do lucrativo negócio das emissões das carteirinhas estudantis. Como esquecer que a presidente da UNE, Virginia Barros, disse a besteira de que tal negociata ampliou “o espaço de participação do jovem” e o colocou como “protagonista na política”? Além disso, duvido muito que na assembleia de Barueri havia representantes de 56 unidades das Fatecs.  Cadê a ata com as assinaturas e o RAs dos participantes?

Para o diretor de Universidades Públicas da UEE-SP, Henrique Domingues, a fundação do DCE FATEC é um marco na história dos seus 64 mil estudantes. ‘’O DCE que agora foi fundado será responsável por ampliar a voz de todos e todas que buscam mais qualidade de ensino, mais infraestrutura, políticas de permanência, desenvolvimento de pesquisa e tecnologia ‘’, destacou.

Francamente eu não sei, e não quero saber, o que faz um diretor de Universidades Públicas da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo). Mas considerando que tal diretor é o ilustre Sr Henrique Domingues, eu só posso concluir que sério, esse departamento não é. Quem conhece a figura (quem não conhece é só procurar no facebook) sabe bem do que estou falando. Se a qualidade, ou seja lá o que for, das faculdades e universidades do Estado de São Paulo, depender da competência administrativa desse cidadão, é melhor se matricular num boteco, ou num hospício. Garanto que estaremos em melhores mãos.

Com a instituição do DCE consolidada e seu estatuto aprovado, o próximo passo será a construção de um processo eleitoral para escolha de sua diretoria.

‘’A FATEC é uma das maiores instituições públicas do estado paulista, no entanto, pouco se investe em pesquisa e produção cientifica. A composição social da universidade é bem diferente da elitizada Universidade de São Paulo (USP). Na FATEC, mais de 60% dos estudantes são oriundos da escola pública. Esse abismo social entre as estaduais precisa mudar, queremos uma universidade por inteiro, com investimento, pesquisa, extensão, laboratórios e assistência estudantil. O DCE é mais uma ferramenta nessa luta’’, ressaltou a presidenta da UEE-SP, Carina Vitral.

Renata Bars

Como podemos ver, até numa pequena nota da UNE encontra-se mentiras e absurdos as pencas. O triste é que essa galera da micareta tomou de assalto o Movimento Estudantil Fatecano. Uma nova era de peleguismo governista se anuncia. É só esperar para ver…

A UJS e o estereótipo do jovem imbecil.

Posted: 16 de Setembro de 2013 by Duke de Vespa in DCE Fatec, Fatec
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Hoje de manhã, enquanto me dirigia ao trabalho (dentro de um ônibus lotado, para variar…), resolvi acessar o meu Facebook com o intuito de me distrair um pouquinho, durante o trajeto entediante.

Entre um ou outro post, que tratam de assuntos tão diversos, que vão desde a balada do final de semana e a ressaca da segunda, até os conflito na Síria e na Palestina, li um post muito interessante, publicado no grupo da “extinta” Comissão Estatutária do DCE Fatec. Um aluno (que não vou citar o nome) reclamou que a assembleia de criação do DCE Fatec, ocorrida no último sábado, dia 14/09/2013, em Barueri-SP, parecia uma “peça de teatro” (de muito mau gosto, complemento eu). Esse aluno disse que durante a reunião viu“bandeiras de instituições bastante conhecidas por ceder aos encanto$$ do Governo Federal”, sendo pregadas nas paredes por “uma galera de muito bom humor que parecia estar indo a uma micareta”.

Outro aluno, que se dizia apartidário e portador de visão própria, revoltado com a observação do colega, saiu em defesa das tais instituições bastante conhecidas e soltou: “Fatecano é assim mesmo, POVO FESTEIRO QUE NÃO LEVA NADA A SÉRIO E É DA ZUEIRA!”

Interessante que essa publicação sintetiza perfeitamente a tática e a visão de mundo e de juventude do PCdoB e de seu braço jovem, a UJS. Recentemente, lendo uma notícia publicada no site vermelho.org.br, que trata da inserção do PCdoB na juventude, deparo-me com declarações, proferidas por um figurão do partido, do tipo “Nossa forma de organização se dá com o uso da linguagem do jovem. Se fizéssemos só a assembleia não reuniríamos mais de 100 pessoas”. Portanto, para atingir o público, a UJS realiza “assembleias durante festas fechadas em casas noturnas, com DJs e outros atrativos. Num determinado momento, a música para, começam os discursos e as informações importantes são transmitidas”.

Como não perceber o preconceito e a concepção estereotipada de juventude, embutida na visão de mundo das lideranças da UJS? Na cabeça oca do “socialista” da UJS, o jovem brasileiro (e por dedução lógica, o Fatecano também) não é nada mais do que um alienado, que despreza a política e o debate, que é incapaz de tratar de um assunto com seriedade e que não consegue se reunir para fazer outra coisa, que não seja encher a cara de cerveja numa balada. E já vou adiantando que não tenho nada contra balada e cerveja, aliás, sou totalmente a favor, mas isso não implica que não sei fazer outra coisa além de me divertir. Para tratar de assuntos importantes como educação, saúde, moradia, emprego, transporte e etc., não preciso de pão e circo em casas noturnas com DJs e outros atrativos.

Será que o jovem Fatecano quando vai disputar uma vaga de emprego, numa entrevista, se comporta como povo festeiro e da zoeira, que não leva nada a sério? Eu acho que não! Não por acaso, a UJS, PCdoB, UNE e companhia, foram rechaçados nas manifestações de rua ocorridas em julho. Por certo, a UJS ignora que segundo um estudo da Organização das Nações Unidas, realizada com dez mil brasileiros de 15 a 29 anos, mais da metade dos jovens brasileiros (51%) se interessam por política. E que para 43% dos jovens, a fonte de satisfação na vida é a família, seguido de saúde (26%) e emprego (8%). Diversão aparece no final da lista com 4% apenas. O que desmente cabalmente o preconceito das lideranças da UJS.

Lamentável, vergonhoso e decepcionante que colegas que se dizem socialistas libertários, tenham uma visão tão estreita e míope da juventude brasileira. Enfim, é esse tipo de gente, com esse tipo de pensamento grosseiro, que estará no comando do movimento estudantil Fatecano daqui pra frente. Com essas sementes, vai ser difícil brotar coisa boa desse chão!

O programa Ciência sem Fronteiras é um projeto do Governo Federal, lançando em 2011, de estímulo ao intercâmbio e mobilidade internacional. O programa prevê a distribuição de até 101 mil bolsas de estudo, para alunos universitários de todo o Brasil fazerem parte de seus cursos em outros países. O objetivo (excelente, na minha opinião) é fazer com que os estudantes brasileiros mantenham contato com sistemas educacionais competitivos tanto em tecnologia quanto em inovação.

As Fatecs, Faculdades de Tecnologias administradas pelo Centro Paulo Souza (CEETEPS), também participam do programa. Entretanto, do total das 4661 bolsas distribuídas no Estado de São Paulo até junho de 2013, as Fatecs ficaram com apenas 60 delas, ou seja, 1,3% do total.

Para ver os números atualizados, clique aqui.

O Centro Paula Souza, porém, informa com muita satisfação que “está entre as 13 instituições [de 14 instituições – comentário do blog] de ensino superior do Estado de São Paulo que mais aprovou alunos no programa Ciência sem Fronteiras”. E que agradece a todos que contribuíram para este “EXCELENTE RESULTADO”.

Será que o Centro Paula Souza acha que somos tão ruins assim, ao ponto de não sabermos, pelo menos, contar?

Vejam só: se as Fatecs, em todo o estado de São Paulo, têm mais de 60 mil alunos matriculados, e se o total de bolsas distribuídas para nós foram de 60 somente, então podemos concluir que a cada 1000 alunos (arredondando para baixo), apenas um consegue uma bolsa do Ciência sem Fronteiras. Será que podemos chamar esse cenário aterrador de “excelente resultado”?

Para piorar a situação, segue abaixo um gráfico comparativo da distribuição das bolsas entre as 14 instituições Paulistas que participam do programa. Nós Fatecanos, com nossos mais de 60 mil alunos matriculados, estamos abaixo de Faculdades como Mauá, PUC-Campinas, FEI e Mackenzie (não menosprezando ninguém). Contemplem os “excelentes resultados”.

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Caros leitores, eis uma bela charge, da artista e caricaturista Nina Corti9, que satiriza o Despacho Nº 005/2012 do CEETEPS, que introduz o Ensino a Distância (EaD) em até 20% da grade horária total dos cursos das Fatecs.

Segundo o artigo Ensino a Distância rebaixa qualidade da educação no país, publicado na Revista Caros Amigos em Novembro de 2011: O EaD “mascara a ausência de políticas efetivas dos governos federal e estaduais para suprir em quantidade satisfatória a falta de vagas presenciais em instituições públicas do país. Escamoteia o problema central e desencadeia outro seríssimo ao facilitar o rebaixamento na qualidade do ensino dos cursos oferecidos a distância. (…) Na verdade, o ensino a distância foi o formato encontrado pelos governantes para diplomar pobres em massa e responder as metas educacionais impostas por organismos internacionais como o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio, a OMC.”

Ver Boletim Independente FATEC-SP nº 9

https://docs.google.com/open?id=0B0XnZcE00jxsTjhnNzJob25kM3c