Archive for the ‘DCE Fatec’ Category

A demanda por um restaurante universitário (bandejão), que ofereça refeições com o mínimo de qualidade a baixo custo, é uma reivindicação antiga e recorrente do movimento estudantil Fatecano.

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No ano passado, durante as eleições para o DCE, as duas chapas em disputa, a Conecte-se e a Outros Junhos Virão, apresentaram propostas para a instalação de bandejões nas Fatecs. Na Fatec-SP, uma das únicas unidades a possuir um restaurante universitário (com comida ruim e preço alto), a chapa Todas as Vozes, que está na atual gestão do C.A., também abordou em suas propostas de campanha, a necessidade de melhorar a qualidade da comida oferecida por um preço menor. Essas inquietações, independente das posições políticas, demonstram o quanto que o problema bandejão é caro aos estudantes Fatecanos. O Centro Paula Souza, no entanto, parece ignorá-lo completamente.

Recentemente, durante a Greve das Fatecs e Etecs, ocorrida em março desse ano, um grupo de alunos se reuniu com a Superintendente do CEETEPS, a Prof.ª. Laura Josefina Laganá, e reivindicou, dentre outras coisas, a instalação de bandejões em todas as unidades das Fatecs. Laganá, no entanto, deu a velha desculpa esfarrapada de sempre: o Estado de São Paulo não dispõe de meios e recursos para atender tal solicitação.

Imaginem agora a minha surpresa ao abrir o site do UOL e me deparar com o título da matéria “USP Leste instala bandejão para alunos na Fatec/Tatuapé”. A coisa é tão ridícula que eu não sei nem por onde começar…

Antes, porém, preciso esclarecer um ponto. Não sou contra, de maneira alguma, a instalação de um bandejão compartilhado na Fatec Tatuapé, para atender os Fatecanos em conjunto com os alunos da USP. Acredito que devemos ser solidários com nossos colegas USPianos. Ainda mais, depois da falta de respeito para com a comunidade acadêmica e da lambança protagonizada pelo Governo do Estado na USP Leste. Para quem não sabe, a unidade está com a água e o solo contaminados, e suas dependências infestadas por pragas. A universidade teve que ser interditada no ano passado (2013) e durante a evacuação às pressas, alguns professores perderam anos de material de pesquisas. Para dar seguimento as aulas em 2014, os USPianos foram espalhados em várias faculdades pela cidade. Uma das faculdades a recebê-los, a Unicid, fica ao lado da Fatec Tatuapé.

Como a Unicid não dispõe de R.U, para atender a demanda dos alunos da USP Leste por refeições, foi instalado, em tempo recorde, um bandejão na Fatec Tatuapé. Lógico que o local é pequeno (comporta somente 50 pessoas) e oferece comida em marmitex de alumínio. É o jeito PSDB de fazer política pública, nenhuma novidade… Mas mesmo assim, com todas as precariedades, creio eu, é melhor algum bandejão do que bandejão nenhum.

O mais engraçado de toda essa história, é que no ano passado, eu estive na Fatec Tatuapé e conversei com o então presidente do diretório acadêmico, Thiago (não lembro de seu sobrenome). Ele me disse que a luta por um bandejão já era antiga, (desde a inauguração da faculdade). Inclusive Thiago me mostrou o local que poderia abrigar um restaurante universitário. O Governo do Estado nada fez para atender essa demanda, até a infeliz chegada dos alunos da USP. Penso aqui com meus botões, será que para esse governo, Fatecano é estudante de segunda categoria? Por que não temos bandejões em quase nenhuma unidade e a única chance de termos algo parecido, é quando os alunos da USP precisam utilizar as instalações de alguma Fatec?

Como disse acima, não tenho nada contra os alunos da USP, mas é vergonhoso esse tratamento diferenciado que recebemos do Governo do Estado. A lição que tiro é que precisamos nos organizar e endurecer com esse governo tucano. Senão, estaremos para sempre na rabeira das instituições públicas de ensino do Estado de São Paulo.

Segue a matéria na íntegra do UOL:

http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2014/04/10/usp-leste-instala-bandejao-para-alunos-na-fatectatuape.htm

USP Leste instala bandejão para alunos na Fatec/Tatuapé

A USP Leste inaugurou nesta quarta-feira, 9, um bandejão na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) do Tatuapé. A falta de um bandejão era uma das principais reclamações dos alunos durante a realocação das aulas para a Fatec e a Unicid, na zona leste.

Mas o novo refeitório, segundo os alunos, tem apenas 50 lugares e é destinado para todos os estudantes da unidade, tanto os que foram realocados para a Fatec quanto os que assistirão às aulas na Unicid. A unidade tem aproximadamente 5 mil alunos.

Os estudantes reclamam que o espaço não tem pratos e nem bandejas e que os alimentos estão sendo servidos em marmitex de alumínio. “Hoje ninguém sabia da existência do bandejão, mas não vai dar conta, especialmente quando as pessoas começarem a saber. Além disso é longe da Unicid. São 20 minutos de caminhada e é preciso atravessar um viaduto”, disse Marcelo Fernandes, de 23 anos aluno do 5º ano de Gestão de Políticas Públicas.

Jaqueline Nascimento, de 23 anos, aluna do 5º ano de Gestão Ambiental, disse que o espaço não conseguirá receber todos os alunos da unidade. “É um espaço muito restrito, bem diferente do original. Com certeza não comporta a quantidade de alunos.”

Ampliação

A diretora da unidade, Maria Cristina Motta de Toledo, disse que “à medida que se estabilizar o fluxo será possível estudar uma ampliação”. “Vamos ver como será o interesse dos alunos.”

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Entreguismo: doença infantil do Fatecano

Posted: 9 de Novembro de 2013 by Duke de Vespa in DCE Fatec, Fatec
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Incrível como os vícios da velha política nacional ocorrem com exatidão, sem tirar nem por, na micro política estudantil Fatecana. As mesmíssimas práticas da politicagem tupiniquim, como compra de votos, oportunismo rasteiro, financiamento obscuro de campanha, promessas vazias, marketing no lugar de propostas, supremacia de quem tem mais dinheiro, acordões de bastidores, entre outros., também deram as caras nas eleições para o DCE Fatec. O resultado foi mais que previsível… Os camisas verdes da “CONECTE-SE” levaram a melhor sob a “OUTROS JUNHOS VIRÃO”, faturando 85% dos votos.

O Fatecano se deixou levar pelas aparências, encantado como uma mosca zonza pelo brilho reluzente do ouro dos tolos. No ano passado (2012), nas eleições para o Centro Acadêmico da Fatec-SP, quem ganhou a disputa foram os “camisas rosas” (aliás, apoiados pela UJS, Miranda & cia.). Nas eleições para o DCE, neste ano (2013), a bola da vez foram os “camisas verdes”. E assim, de cor em cor, seguimos firmes elegendo nossos representantes. Será que o Fatecano tem alguma tara com camisa? Não sei… Mas o que eu posso dizer é que a tática da camisa ou uniforme, é muito utilizada pelas organizações e tribos urbanas em geral, para criar uma sensação de pertencimento, de inserção do indivíduo no grupo, de cimento social. Ela afirma as semelhanças daqueles que comungam de uma causa comum, ao mesmo tempo em que diferencia-os dos não crentes, ou seja, do outro.
Ainda sobre as camisas, lembrei do didático filme “A Onda” (título original: Die Welle), produção alemã de 2008, dirigida por Dennis Gansel.  O filme aborda, entre outras coisas, a estreita relação do “vestir a camisa” com o fascismo. Não deixem de ver. E antes que alguém comece a chiar, esclareço: NÃO estou acusando quem usa camisa de chapa, de tribo, de time de futebol, ou do diabo a quatro que seja, de fascista. Fascismo vai muito além disso.
Voltando a política nacional, nas minhas aulas de história, lá do ginásio, aprendi que os fazendeiros e coronéis, donos de currais eleitorais, trocavam (e até hoje trocam) votos por presentinhos. O povo pobre e desassistido dos rincões do Brasil, não hesitava em trocar seu voto por uma cesta básica, chaveiro ou dentadura. Manter a população na miséria e na ignorância, para que ela não consiga pensar politicamente, é também uma maneira de… fazer política. Mas e na Fatec? Em plena era da internet, no estado mais rico do país, numa faculdade pública de tecnologia, a história se repete. O Fatecano troca seu voto por camisa bonitinha, lacinho de cabelo, bexiga e por palavras vazias… Seria a Fatec também um curral?
Sim! Aliás, o Brasil todo é um grande curral. Já dizia o poeta Zé Ramalho na célebre música Admirável Gado Novo: “Eh ôô Vida de gado. Povo Marcado. Êh, povo Feliz…”.

Ainda não conseguimos compreender exatamente o que foram as manifestações de junho. Há diversas interpretações e narrativas diferentes. As mais pessimistas (ou seriam realistas?) dizem que os protestos com seu slogan “O povo acordou”, no fim das contas, não deu em nada. Todo aquele alvoroço não passou de um “piti” anabolizado pela velha mídia conservadora. “Aquela baboseira toda só serviu para render boas fotos no Facebook”, dizem as línguas por aí. O fato é que o atraso brasileiro é proporcional a nossa ignorância política. Quem sabe, daqui uns 50 anos, nós aprendamos que política é coisa séria e que voto não se troca por camisa ou fitinha de cabelo. Até lá, vamos, em ritmo de micareta, continuar entregando as FATECs, e o Brasil, aos oportunistas.

Sobre a criação e eleições do DCE Fatec
O Diretório Central dos Estudantes das Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (DCE Fatec), foi criado de modo autoritário e antidemocrático em Setembro de 2013, em assembleia geral realizada na Fatec Barueri (leia mais sobre, aqui e aqui). No início de novembro ocorrerão as primeiras eleições para a diretoria executiva do DCE.

Depois da lambança que fizeram na construção do DCE, o próximo passo será dominá-lo completamente. E logo em seguida, os próximos serão os C.A.s, D.A.s e Atléticas. Não sobrará pedra sobre pedra. A UJS está vindo com tudo pra cima das Fatecs em nome dos interesses partidários mais nefastos.

A chapa CONECTE-SE é filha legítima da UJS. Com seu discurso pronto, cheio de palavras bonitas e sotaque jovem, enganam muitos fatecanos de boa vontade e com desejo sincero de transformações, porém, ingênuos quanto às reais intenções da UJS. O fatecano de primeira viagem não percebe, por falta de experiência, que a CONECTE-SE veio para engessar, pelegar e burocratizar o natimorto movimento estudantil fatecano. É a cereja do bolo da UJS.

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Mas afinal, quem é UJS?
A UJS, para quem não sabe, é o braço jovem do PcdoB, e detém o controle da UNE, entidade que há muito tempo NÃO representa o movimento o estudantil. Recentemente a UNE/UJS apoiou o limite de somente 40% das meias-entradas em troca do monopólio lucrativo das emissões de carteirinhas estudantis. Ou seja, o estudante que quiser pagar meia-entrada, terá que adquirir a carteirinha da UNE.
A presidente da UNE, Virgínia Barros (“Vic”) chegou a dizer que essa negociata ampliou o espaço de participação do jovem e o colocou como “protagonista da política”.

UJS expulsa de universidades públicas
No comando da UNE desde 1991, as políticas estudantis da UJS são desastrosas. Por isso, foram expulsos com louvor das três universidades públicas paulistas, USP, Unicamp e Unesp, e também da UNIFESP. Inconformada, A UJS tenta agora, fincar suas garras no movimento estudantil fatecano. Suas táticas são as mesmas de sempre: compra de lideranças, promoção de festinhas, distribuição de cargos, financiamento de eventos esportivos, e por aí vai… Um dos figurões do partido, explicou no site vermelho.org.br como a UJS organiza seu movimento:

“Nossa forma de organização se dá com o uso da linguagem do jovem. Se fizéssemos só a assembleia não reuniríamos mais de 100 pessoas… As assembleias (acontecem) durante festas fechadas em casas noturnas, com DJ’s e outros atrativos. Num determinado momento, a música para, começam os discursos e as informações importantes são transmitidas”.

Outro dia, um militante da UJS soltou essa no grupo do DCE Fatec do Facebook:

“Fatecano é assim mesmo, POVO FESTEIRO QUE NÃO LEVA NADA A SÉRIO E É DA ZUEIRA!”.

Ou seja, os dirigentes da UJS têm verdadeiro desprezo pelo jovem brasileiro. Consideram-no um imbecil útil disposto a votar e ser liderado pela “vanguarda iluminada”.

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Mas o que a UJS quer?
A UJS, como já mencionado, detém o controle da União Nacional dos Estudantes (UNE), e compõem as bases de apoio dos governos federal e municipal, ao lado de partidos como o PMDB (do Sarney) e PP (do Maluf).

O consorcio UJS – PCdoB é abrigo de vários políticos notáveis, como o ex-ministro dos esportes e ex-presidente da UNE, Orlando Silva (demitido do ministério após envolvimento com corrupção) e o ex-ministro do meio ambiente, Aldo Rebelo (relator do novo código florestal, que facilita o desmatamento e garante a impunidade de fazendeiros que durante décadas desmataram suas terras de forma ilegal).

Políticos da extirpe de José Dirceu, condenado no Supremo por comandar o esquema do mensalão, também apoiam e incentivam as atividades da UJS.

Aldo Rebelo - militante do PCdoB, ex-ministro do meio ambiente e relator do código florestal. Reparem na camisa.

Aldo Rebelo – militante do PCdoB, ex-ministro do meio ambiente e relator do código florestal. Reparem na camisa.

Para garantir e perpetuar seu domínio sob a UNE (o que permite acesso às volumosas verbas do Governo Federal), a UJS precisa controlar o maior número possível de diretórios acadêmicos de Faculdades e Universidades pelo país afora.

Nesse sentido, o controle do DCE Fatec é estratégico, uma vez que somos mais de 65 mil alunos espalhados por todo estado de São Paulo. Porém, esse não é o único interesse da UJS pelas Fatecs.

No ano que vem (2014) haverá eleições para Presidência da República e Governo do Estado. E a expansão das Fatecs e Etecs é a principal vitrine do governo tucano para a educação pública.

Estando a UJS na oposição, ela pretende lançar “por dentro”, uma campanha de desconstrução da propaganda do governo estadual, o que a princípio, não é ruim. O ruim é saber que nessa disputa, o que menos importa são os interesses do fatecano. Para essa classe política e oportunista, o que vale são as verbas públicas e o controle da máquina estatal.

Primeira eleição do DCE Fatec
As primeiras eleições para a diretoria executiva do DCE ocorrerão dos dias 04/11 a 07/11, em todas as unidades das Fatecs. Foram inscritas duas chapas para o pleito. A chapa “CONECTE-SE”, filha da UJS, apresentou 392 membros durante o processo de inscrição, enquanto que a chapa “Outros Junhos Virão”, apresentou apenas 23.

Qual a razão desse desnível tão grande? Quem será o verdadeiro dono do poder político e econômico nessa história?

É preciso repudiar a presença da UJS nas Fatecs. Não será através de grupos políticos oportunistas que conquistaremos as transformações que as Fatecs tanto necessitam.

As manifestações de junho nos ensinaram que a luta pode ser organizada de outras maneiras, para além das instituições tradicionais. O mundo contemporâneo demanda novas formas de participação política, em redes, espontâneas e descentralizadas, ao mesmo tempo em que rejeita estruturas burocratizadas e verticais.

Em outras palavras, a questão que se coloca neste instante é a seguinte:

Vamos entregar a Fatec, repetindo os velhos erros da política nacional?

Desconectar é preciso.

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A UJS e o estereótipo do jovem imbecil.

Posted: 16 de Setembro de 2013 by Duke de Vespa in DCE Fatec, Fatec
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Hoje de manhã, enquanto me dirigia ao trabalho (dentro de um ônibus lotado, para variar…), resolvi acessar o meu Facebook com o intuito de me distrair um pouquinho, durante o trajeto entediante.

Entre um ou outro post, que tratam de assuntos tão diversos, que vão desde a balada do final de semana e a ressaca da segunda, até os conflito na Síria e na Palestina, li um post muito interessante, publicado no grupo da “extinta” Comissão Estatutária do DCE Fatec. Um aluno (que não vou citar o nome) reclamou que a assembleia de criação do DCE Fatec, ocorrida no último sábado, dia 14/09/2013, em Barueri-SP, parecia uma “peça de teatro” (de muito mau gosto, complemento eu). Esse aluno disse que durante a reunião viu“bandeiras de instituições bastante conhecidas por ceder aos encanto$$ do Governo Federal”, sendo pregadas nas paredes por “uma galera de muito bom humor que parecia estar indo a uma micareta”.

Outro aluno, que se dizia apartidário e portador de visão própria, revoltado com a observação do colega, saiu em defesa das tais instituições bastante conhecidas e soltou: “Fatecano é assim mesmo, POVO FESTEIRO QUE NÃO LEVA NADA A SÉRIO E É DA ZUEIRA!”

Interessante que essa publicação sintetiza perfeitamente a tática e a visão de mundo e de juventude do PCdoB e de seu braço jovem, a UJS. Recentemente, lendo uma notícia publicada no site vermelho.org.br, que trata da inserção do PCdoB na juventude, deparo-me com declarações, proferidas por um figurão do partido, do tipo “Nossa forma de organização se dá com o uso da linguagem do jovem. Se fizéssemos só a assembleia não reuniríamos mais de 100 pessoas”. Portanto, para atingir o público, a UJS realiza “assembleias durante festas fechadas em casas noturnas, com DJs e outros atrativos. Num determinado momento, a música para, começam os discursos e as informações importantes são transmitidas”.

Como não perceber o preconceito e a concepção estereotipada de juventude, embutida na visão de mundo das lideranças da UJS? Na cabeça oca do “socialista” da UJS, o jovem brasileiro (e por dedução lógica, o Fatecano também) não é nada mais do que um alienado, que despreza a política e o debate, que é incapaz de tratar de um assunto com seriedade e que não consegue se reunir para fazer outra coisa, que não seja encher a cara de cerveja numa balada. E já vou adiantando que não tenho nada contra balada e cerveja, aliás, sou totalmente a favor, mas isso não implica que não sei fazer outra coisa além de me divertir. Para tratar de assuntos importantes como educação, saúde, moradia, emprego, transporte e etc., não preciso de pão e circo em casas noturnas com DJs e outros atrativos.

Será que o jovem Fatecano quando vai disputar uma vaga de emprego, numa entrevista, se comporta como povo festeiro e da zoeira, que não leva nada a sério? Eu acho que não! Não por acaso, a UJS, PCdoB, UNE e companhia, foram rechaçados nas manifestações de rua ocorridas em julho. Por certo, a UJS ignora que segundo um estudo da Organização das Nações Unidas, realizada com dez mil brasileiros de 15 a 29 anos, mais da metade dos jovens brasileiros (51%) se interessam por política. E que para 43% dos jovens, a fonte de satisfação na vida é a família, seguido de saúde (26%) e emprego (8%). Diversão aparece no final da lista com 4% apenas. O que desmente cabalmente o preconceito das lideranças da UJS.

Lamentável, vergonhoso e decepcionante que colegas que se dizem socialistas libertários, tenham uma visão tão estreita e míope da juventude brasileira. Enfim, é esse tipo de gente, com esse tipo de pensamento grosseiro, que estará no comando do movimento estudantil Fatecano daqui pra frente. Com essas sementes, vai ser difícil brotar coisa boa desse chão!

Esse mini-vídeo documentário procura mostrar as posições e os conflitos de ideias em torno da criação do DCE na Fatec-SP.

Apesar do grupo Independente Fatec-SP ter um lado, procuramos, nesse vídeo, apresentar os fatos da maneira mais imparcial possível.

Caros Fatecanos, alguns alunos militantes de partidos políticos e associações partidárias (mais precisamente, da União da Juventude Socialista [UJS], ligada ao PCdoB) estão organizados para criar, de forma autoritária, um novo DCE unificado das FATECs. Para quem não sabe, o DCE é Diretório Central dos Estudantes. Trata-se de uma entidade estudantil que, em tese, representa todos os alunos de uma instituição de Ensino Superior. Ele tem a função de, em tese, organizar e encaminhar as lutas estudantis.

Provavelmente, na próxima sexta, 06/09/2013 (confirmar no C.A.), será votado na FATEC-SP, numa assembleia geral, aberta a toda a comunidade discente da Faculdade, o ESTATUTO DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DAS FACULDADES DE TECNOLOGIA DE SÃO PAULO. Nesse documento contêm as regras que irão regulamentar as atividades do DCE FATEC.

Devemos tomar muito cuidado com o que iremos aprovar (ou não) nessa assembleia. Estamos vivenciando hoje, uma grande pressão por parte dos militantes da UJS, que estão determinados a controlar o movimento estudantil Fatecano, retirando-lhe toda a autonomia. O objetivo dos militantes é submeter os Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e as Ligas Atléticas aos interesses partidários.

Segue abaixo uma lista com 13 motivos que justificam por que não devemos aprovar esse Estatuto do DCE FATEC.

  1. FATEC nas mãos dos Partidos: Os alunos que estão encabeçando a criação do DCE são, em sua maioria, militantes ativos da UJS (a União da Juventude Socialista [UJS], ligada ao PCdoB). Não devemos ser intolerantes com os partidos políticos, afinal, estamos numa democracia, no entanto o movimento estudantil deve ser autônomo e apartidário.
  2. UJS controla a UNE: A UJS detêm o controle da UNE (a União Nacional dos Estudantes) desde 1979. É sabido que a UNE se tornou uma entidade aparelhada pelos partidos da base do Governo Federal. Para se ter uma ideia, recentemente a UNE recebeu com bastante entusiasmo a aprovação do lamentável Estatuto da Juventude, que garante que o benefício da meia entrada para shows e eventos culturais, seja limitado a 40% do total de ingressos. Além disso, a UNE terá novamente o monopólio do lucrativo negócio das emissões das carteirinhas de estudantes.
  3. A UNE/UJS nunca apareceu nas FATECs: Onde estava a UNE/JUS quando o Centro Paula Souza sucateou (e ainda sucateia) as FATECs? E quando o CEETEPS determinou que até 20% dos cursos deveriam ser ministrados no esquema do EaD (Educação a Distância)? E quando reduziu a carga horária dos cursos para 2400 horas? E quando utiliza as FATECs como propaganda política? E quando precariza o trabalho dos professores e funcionários? E quando oferta cursos privados no espaço público? Alguém viu?
  4. A UNE/UJS já tentou aprovar esse Estatuto do DCE antes: É isso mesmo que você leu. Para quem não conhece essa vergonhosa história, saiba que a UNE/UJS já tentou aprovar esse Estatuto em fevereiro desse ano, numa assembleia (pasmem!) realizada parte presencial e parte online (pelo SKYPE mesmo!).  Foi o maior fiasco… Mesmo debaixo de ofensas, ameaças e xingamentos o verdadeiro movimento estudantil Fatecano conseguiu, na época, impedir a construção autoritária de um novo DCE.
  5. O DCE será burocratizado: O Estatuto do DCE FATEC, possui várias páginas falando de cargos e mais cargos para a diretoria. É diretor disso, daquilo e daquilo outro. Porém, não diz quase nada sobre os pontos mais importantes, que tratam das regras das ELEIÇÕES e da participação das FATECs. Possui obscura uma página e meia sobre as eleições. É um mistério…
  6. O Estatuto, no Artigo 3, viola o direito individual de livre associação, pois obriga TODOS os estudantes das FATECs à se associarem ao DCE, salvo aqueles que se manifestarem em contrário.
  7. O DCE é autoritário, pois no Artigo 5 do Estatuto (item “C”), obriga os estudante a RESPEITAR, DIVULGAR E SEGUIR AS DECISÕES DA DIRETORIA DO DCE. Nem preciso dizer que isso é inconstitucional.
  8. Retira a autonomia dos C.As e D.As na organização de suas eleições internas: O Artigo 13, parágrafo V, diz que a diretoria do DCE vai orientar e coordenar as eleições de Centros e Diretórios Acadêmicos das unidades, passando por cima das entidades locais.
  9. Proíbe oposição: No parágrafo único do Artigo 13 diz que os membros da diretoria devem cumprir as decisões, e em caso de desrespeito ou exposição vexatória, este membro poderá ser expulso do DCE.
  10. Retira a autonomia da liga das atléticas (LAF) sob a organização do InterFATEC. O Artigo 24 do estatuto autoriza que o diretor de esporte do DCE possa: construir o InterFATEC, escolher os representantes das atléticas nas unidades, realizar parcerias com governos e secretarias e captar recursos financeiros.
  11. Legaliza a fraude nas eleições: Nas miseras e obscuras uma página e meia que trata das eleições, o Estatuto diz, no Artigo 42, que as regras das eleições serão criadas por um tal presidente, de uma tal comissão eleitoral, quando ele bem entender. Pergunto, o que impede, digamos, que a cada eleição haja um regimento diferente? Ou que as regras das eleições sejam alteradas de acordo com os interesses do momento?
  12. Legaliza a fraude nas eleições II: O Artigo 43 diz que o Presidente da tal Comissão eleitoral poderá, ao seu bel prazer, anular votos e urnas durante os dias de votação. Acho que nem na ditadura militar aconteceu esse tipo de coisa.
  13. Não garante a representatividade: O Estatuto não garante que cada FATEC tenha a sua representação proporcional no DCE. Uma chapa formada numa única unidade, por exemplo, poderá ganhar as eleições e decidir em nome de todas as FATECs. Agora eu pergunto novamente, quem tem dinheiro e verba federal para ficar disputando eleições em todo o estado de São Paulo? Quem será que vai ganhar sempre? Quem tem mais chance, o aluno comum que estuda e quer melhorias para as FATECs ou o militante profissional, financiado por partidos?
Enfim, acho que os 13 motivos expostos acima, já são suficientes para exclarecer do porquê que não devemos aprovar essa pérola do autoritarismo em nossa unidade. Queremos um DCE sim, mas que seja democrático, participativo e que TODAS as FATECs sejam representadas. Somente assim, conseguiremos impedir que grupos militantes de partidos políticos nos utilizem como peças de xadrez nos seus jogos pelo poder.
 Mais uma lambança da UNE/UJS com o apoio da presidente da entidade, Virgínia Barros, aquela que os Delegados da Comissão Estatutária do DCE Fatec ajudaram a eleger no último CONUNE.
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Alerta ao movimento estudantil, em especial a comunidade Fatecana! Não sei se todos aqui já estão sabendo da última lambança protagonizada pela UNE/UJS… Se não estão, eu vou contar/denunciar. O que aconteceu agora é muito sério (para não dizer triste) e certamente afetará o bolso de muitos Fatecanos, e também de outros estudantes pelo Brasil afora. Trata-se do vergonhoso Estatuto da Juventude, aprovado pelo Congresso Nacional, em julho, e sancionado pela Presidente Dilma nesta última segunda feira, dia 05/08/2013.

O Estatuto, ao meu ver, é recheado de redundâncias. Francamente, não entendo qual o sentido em garantir direitos já garantidos (porcamente, é bom ressaltar) pela Constituição, como educação, trabalho, saúde e cultura. Coisas dos doutores do Direito… Porém, o que o há de realmente perverso nesse Estatuto é o tolhimento de direitos históricos, conquistados com muita luta pelo Movimento Estudantil, como por exemplo, o benefício da meia entrada para shows e eventos culturais. Segundo o Estatuto, a concessão de meia-entrada, a partir de agora, será limitada a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento, ou seja, se algum estudante quiser pegar um cineminha no sábado à noite, ele não terá nenhuma garantia de que conseguirá obter um ingresso pela metade do preço.

Já vi por aí alguns abutres da imprensa conservadora justificando esse retrocesso, com o argumento de que o estudante universitário é, em sua maioria, de classe média, e que portanto, ele tem condições de pagar o valor inteiro do ingresso. Dizem também que a cota de 40% está de bom tamanho, pois as empresas sairiam no prejuízo se a cota fosse de 100%. Também né, vendendo ingressos de shows pela mixaria de R$ 200,00… Coitadinhas! No entanto, os abutres se esquecem (propositalmente, é lógico) de que a maior parte dos estudantes brasileiros estão matriculados nos níveis fundamental e médio, a maioria nas escolas públicas, onde estuda a parcela da população de mais baixa renda. E que o preço dos ingressos no Brasil, já são suficientemente abusivos para garantir lucros exorbitantes as empresas do entretenimento.

O estudante pobre das periferias (que já tem acesso precário, ou nenhum, à cultura) terá que se deslocar até o centro da cidade, pagar altas tarifas de ônibus e metro, enfrentar um transporte público de péssima qualidade e ainda por cima, correrá o risco de não conseguir uma meia entrada num show ou evento cultural… Outro ponto polêmico do Estatuto, foi o veto ao artigo que garantiria o direito a 50% de desconto nas passagens de ônibus interestaduais para jovens de baixa renda. É gritante o elitismo destas medidas.

No entanto, o Estatuto da Juventude foi recebido com grande regozijo pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Segundo a velha entidade, o documento faz com que direitos “sejam aprofundados para atender às necessidades específicas dos jovens, respeitando as suas trajetórias e diversidade”. A presidente da UNE, Virgínia Barros (aquela que os Delegados da Comissão Estatutária do DCE Fatec, ajudaram a eleger no último CONUNE, por sugestão/imposição do Sr. Arthur Miranda), chegou a afirmar que “O estatuto passou por uma discussão que envolveu amplos setores da sociedade, e o saldo positivo do documento é de colocar de forma protagonista o jovem brasileiro na política, pois amplia, por exemplo, o espaço de participação do jovem…”. Blábláblá…

Não é estranho esse, digamos, orgasmo político da UNE/UJS, e também da Presidente Virginia Barros, com um Estatuto que claramente decepa os direitos da Juventude? Será que os pobrezinhos da UNE/UJS foram enganados ou não perceberam certas maquinações excludentes? Evidente que não! Na verdade, o entusiasmo da UNE, e de sua presidente, se deve a uma cláusula do Estatuto que garante o lucrativo monopólio das emissões das carteirinhas de estudante pela velha entidade. Em outras palavras, a UNE barganhou um direito adquirido dos estudantes, pela quase exclusividade de emissão das carteirinhas. O que seguramente trará muito dinheiro ao caixa da entidade. O Estatuto diz que as carteirinhas serão expedidas “preferencialmente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), pela UNE, pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e por entidades estudantis estaduais e municipais a elas filiadas“. Logo, as carteirinhas emitidas pela própria instituição de ensino, como a Fatec ou UFRJ, por exemplo, não valerão mais nada. Só serão válidas, portanto, as carteirinhas que tiverem a chancela da UNE. Por fim, a presidente da UNE ainda teve a cara de pau de afirmar que essa medida foi necessária para “evitar fraudes”. É aquela velha história: em nome da segurança, justifica-se as piores atrocidades.

Enfim, que esse episódio da aprovação deste vergonhoso e excludente Estatuto da Juventude, sirva como um alerta definitivo para aqueles que ainda sonham e acreditam no compromisso da UNE/UJS com as lutas e demandas da juventude e do movimento estudantil. Como já falei antes, e reitero: essa corja está apenas comprometida com seu projeto pessoal de poder. Meus sinceros parabéns ao “jeniais” delegados Fatecanos que votaram, no CONUNE, pela perpetuação de uma gestão pelega e vendida.