Vamos entregar a Fatec aos oportunistas? É preciso desconectar…

Posted: 23 de Outubro de 2013 by independentefatecsp in DCE Fatec
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Sobre a criação e eleições do DCE Fatec
O Diretório Central dos Estudantes das Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (DCE Fatec), foi criado de modo autoritário e antidemocrático em Setembro de 2013, em assembleia geral realizada na Fatec Barueri (leia mais sobre, aqui e aqui). No início de novembro ocorrerão as primeiras eleições para a diretoria executiva do DCE.

Depois da lambança que fizeram na construção do DCE, o próximo passo será dominá-lo completamente. E logo em seguida, os próximos serão os C.A.s, D.A.s e Atléticas. Não sobrará pedra sobre pedra. A UJS está vindo com tudo pra cima das Fatecs em nome dos interesses partidários mais nefastos.

A chapa CONECTE-SE é filha legítima da UJS. Com seu discurso pronto, cheio de palavras bonitas e sotaque jovem, enganam muitos fatecanos de boa vontade e com desejo sincero de transformações, porém, ingênuos quanto às reais intenções da UJS. O fatecano de primeira viagem não percebe, por falta de experiência, que a CONECTE-SE veio para engessar, pelegar e burocratizar o natimorto movimento estudantil fatecano. É a cereja do bolo da UJS.

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Mas afinal, quem é UJS?
A UJS, para quem não sabe, é o braço jovem do PcdoB, e detém o controle da UNE, entidade que há muito tempo NÃO representa o movimento o estudantil. Recentemente a UNE/UJS apoiou o limite de somente 40% das meias-entradas em troca do monopólio lucrativo das emissões de carteirinhas estudantis. Ou seja, o estudante que quiser pagar meia-entrada, terá que adquirir a carteirinha da UNE.
A presidente da UNE, Virgínia Barros (“Vic”) chegou a dizer que essa negociata ampliou o espaço de participação do jovem e o colocou como “protagonista da política”.

UJS expulsa de universidades públicas
No comando da UNE desde 1991, as políticas estudantis da UJS são desastrosas. Por isso, foram expulsos com louvor das três universidades públicas paulistas, USP, Unicamp e Unesp, e também da UNIFESP. Inconformada, A UJS tenta agora, fincar suas garras no movimento estudantil fatecano. Suas táticas são as mesmas de sempre: compra de lideranças, promoção de festinhas, distribuição de cargos, financiamento de eventos esportivos, e por aí vai… Um dos figurões do partido, explicou no site vermelho.org.br como a UJS organiza seu movimento:

“Nossa forma de organização se dá com o uso da linguagem do jovem. Se fizéssemos só a assembleia não reuniríamos mais de 100 pessoas… As assembleias (acontecem) durante festas fechadas em casas noturnas, com DJ’s e outros atrativos. Num determinado momento, a música para, começam os discursos e as informações importantes são transmitidas”.

Outro dia, um militante da UJS soltou essa no grupo do DCE Fatec do Facebook:

“Fatecano é assim mesmo, POVO FESTEIRO QUE NÃO LEVA NADA A SÉRIO E É DA ZUEIRA!”.

Ou seja, os dirigentes da UJS têm verdadeiro desprezo pelo jovem brasileiro. Consideram-no um imbecil útil disposto a votar e ser liderado pela “vanguarda iluminada”.

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Mas o que a UJS quer?
A UJS, como já mencionado, detém o controle da União Nacional dos Estudantes (UNE), e compõem as bases de apoio dos governos federal e municipal, ao lado de partidos como o PMDB (do Sarney) e PP (do Maluf).

O consorcio UJS – PCdoB é abrigo de vários políticos notáveis, como o ex-ministro dos esportes e ex-presidente da UNE, Orlando Silva (demitido do ministério após envolvimento com corrupção) e o ex-ministro do meio ambiente, Aldo Rebelo (relator do novo código florestal, que facilita o desmatamento e garante a impunidade de fazendeiros que durante décadas desmataram suas terras de forma ilegal).

Políticos da extirpe de José Dirceu, condenado no Supremo por comandar o esquema do mensalão, também apoiam e incentivam as atividades da UJS.

Aldo Rebelo - militante do PCdoB, ex-ministro do meio ambiente e relator do código florestal. Reparem na camisa.

Aldo Rebelo – militante do PCdoB, ex-ministro do meio ambiente e relator do código florestal. Reparem na camisa.

Para garantir e perpetuar seu domínio sob a UNE (o que permite acesso às volumosas verbas do Governo Federal), a UJS precisa controlar o maior número possível de diretórios acadêmicos de Faculdades e Universidades pelo país afora.

Nesse sentido, o controle do DCE Fatec é estratégico, uma vez que somos mais de 65 mil alunos espalhados por todo estado de São Paulo. Porém, esse não é o único interesse da UJS pelas Fatecs.

No ano que vem (2014) haverá eleições para Presidência da República e Governo do Estado. E a expansão das Fatecs e Etecs é a principal vitrine do governo tucano para a educação pública.

Estando a UJS na oposição, ela pretende lançar “por dentro”, uma campanha de desconstrução da propaganda do governo estadual, o que a princípio, não é ruim. O ruim é saber que nessa disputa, o que menos importa são os interesses do fatecano. Para essa classe política e oportunista, o que vale são as verbas públicas e o controle da máquina estatal.

Primeira eleição do DCE Fatec
As primeiras eleições para a diretoria executiva do DCE ocorrerão dos dias 04/11 a 07/11, em todas as unidades das Fatecs. Foram inscritas duas chapas para o pleito. A chapa “CONECTE-SE”, filha da UJS, apresentou 392 membros durante o processo de inscrição, enquanto que a chapa “Outros Junhos Virão”, apresentou apenas 23.

Qual a razão desse desnível tão grande? Quem será o verdadeiro dono do poder político e econômico nessa história?

É preciso repudiar a presença da UJS nas Fatecs. Não será através de grupos políticos oportunistas que conquistaremos as transformações que as Fatecs tanto necessitam.

As manifestações de junho nos ensinaram que a luta pode ser organizada de outras maneiras, para além das instituições tradicionais. O mundo contemporâneo demanda novas formas de participação política, em redes, espontâneas e descentralizadas, ao mesmo tempo em que rejeita estruturas burocratizadas e verticais.

Em outras palavras, a questão que se coloca neste instante é a seguinte:

Vamos entregar a Fatec, repetindo os velhos erros da política nacional?

Desconectar é preciso.

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Comentários
  1. Willian diz:

    Minha frase ficou famosa! siuAHSIUHAsu e olha que nem sou da UJS, quero meus créditos!

    Cara o jeito é recorrer a ONU pra salvar o mundo da UJS, não tem jeito vão dominar e destruir o mundo

  2. Poxa, não sou fatecana mas acompanho de fora a campanha do DCE FATEC, e bom, como é um texto público fica aqui minha opinião, e bom caso tenham paciência já que ficou um pouco longo, peço que leiam.
    Primeiro “A UJS, para quem não sabe, é o braço jovem do PcdoB”, está errad@, é sim orientação do PCdoB para que seus jovens partidários militem na UJS, e sim a UJS é a escola política de muitos quadros do partido, porém isso não quer dizer que a UJS se limite a ser a juventude do PCdoB, é um movimento bem mais amplo que isso, que dialoga com todas as juventudes do país e está presente em todos os estados.
    Segundo: UJS expulsa das universidades públicas, por favor, me explique então a eleição de delegados e delegadas militantes da UJS eleit@s nessas universidades.
    Terceiro: o número das chapas: já parou pra pensar no diálogo via e-mail, facebook e outros meios econômicos que não demanda presença física? Já pensou que essas 392 pessoas, acreditam na chapa conecte-se e preferem movimentos que apontem saídas e não calúnias em relação a outras forças? Pois é, esses 23 nomes que a chapa “Outros junhos virão” é resposta ao número de pessoas que esse movimento agrega.
    Quarto: Repudiar a UJS… poxa é fácil o movimento hein, parece a lógica: tô perdendo campo, vou repudiar meu adversário ao invés de mostrar porque o meu movimento é o mais sério, as minhas propostas são de fato transformadoras.
    Criação do DCE: Autoritário? Me desculpe, mas me mostre como um estatuto levado às Fatecs, tanto por independentes, Juntos, UJS e o diabo a quatro, assembleias que optaram por aprovar, adiaram a aprovação diversas vezes, vetaram artigos, sugeriram mudanças enfim, vocês são alunos sabem mais do que eu do processo, isso é de fato autoritário, autoritarismo não ouve ninguém, não acho que pouca gente foi ouvida.
    (cansei de numerar) Caso Orlando Silva, por favor me aponte as provas, porque salvo engano, ele foi afastado mais por pressão midiática que foi originada pela reportagem da VEJA, por conta de uma entrevista dada por um policial relatando a corrupção, policial este que quando deveria estar prestando depoimento foi num gabinete do PSDB, possui uma casa totalmente desconexa com a realidade do salário de um policial e que até hoje não conseguiu provar nenhum argumento apresentado, a verdade é que quem demitiu o Orlando foi a grande mídia, e acho que o/a responsável pelo texto tem inteligência suficiente para saber isso e tá usando o que foi noticiado na tentativa de manipular os leitores.
    Aldo Rebelo: Vá ver o que ele apresentou e o que foi aprovado, coisas diferentes (estude dados, comprovações, quem divulgou, quando se quer escrever um texto sério a dedicação vai além de sentar na frente e digitar o que ouvimos por aí)
    Sobre isso “Fatecano é assim mesmo, POVO FESTEIRO QUE NÃO LEVA NADA A SÉRIO E É DA ZUEIRA!” O rapaz que postou deixou claro no mesmo post que foi ironia devido ao modo que o pessoal estava tratando o assunto, querendo demonstrar que essa é a imagem que o movimento Juntos e independentes que hoje estão a frente da chapa Outros Junhos Virão querem que o/a estudante da fatec tenha dos militantes da ujs. E nem tenho certeza que o responsável por esse comentário é de fato militante da ujs ou simpatizante da entidade.

    E me desculpem a sinceridade, quem está achando que FATECANO não leva nada a sério é o responsável por este blog que acredita que um texto atacando um movimento vale mais do que uma campanha mostrando propostas, é o típico “a gente não tem proposta, só queremos derrotar tal força”, e estão esquecendo que a chapa não tem só militante da UJS, tem alunos independentes e que vocês estão tremendamente errad@s em achar que são burros o suficiente para dar o nome em algo que não sabem o que é.

    E para finalizar:
    os dirigentes da UJS têm verdadeiro desprezo pelo jovem brasileiro. Consideram-no um imbecil útil disposto a votar e ser liderado pela “vanguarda iluminada”

    Quem considera o jovem brasileiro imbecil são vocês que apontam isso, que acham que uma entidade pode manipular tanta gente, falando que o jovem brasileiro não tem pensamento próprio nem consegue elaborar suas ideias. Quem subestima são vocês e pelos números, quem dialoga é a UJS. E para que alguém aponte isso como argumento de ataque ao que eu escrevi, sim, sou militante da UJS, me filiei a esta entidade com 14 anos e aos 17 ao PCdoB, e hoje com 23 anos continuo acreditando nessa entidade que sempre me deu espaço para apontar críticas, fossem positivas ou não, será que sou tão burrinha para estar sendo manipulada a quase 10 anos?

  3. Elisangela Volpe muito obrigado pela contribuição. Sua participação neste grupo é importante!

    Antes de responder, um esclarecimento: O GRUPO INDEPENDENTE FATEC-SP NÃO FAZ PARTE DA CHAPA “OUTROS JUNHOS VIRÃO”, NEM POSSUI QUALQUER FILIAÇÃO PARTIDÁRIA, SINDICAL OU A ENTIDADES ESTUDANTIS.

    Eu, Duke de Vespa, como aluno Fatecano e exercendo meu direito individual, fiz minha inscrição na chapa, apenas para fortalecer a oposição a UJS.

    PRIMEIRO: a UJS é sim a juventude do PCdoB. Assim como o JUNTOS é do PSOL e Juventude do PT (nem sei se ela existe ainda) é do PT. Todas as lideranças e quadros importantes da UJS (a cúpula) são militantes ativos do PCdoB. Você mesma é exemplo disso. Logicamente que existem militantes da UJS não são filiados ao PCdoB (o dito baixo clero), mas isso não anula o caráter profundamente partidarizado da entidade. Caráter, que vocês tentam esconder a todo custo…

    SEGUNDO: dizemos que a UJS foi expulsa das universidades públicas paulistas, no sentido de que ela não controla o DCE de nenhuma das três (USP, UNICAMP e UNESP) e também da UNIFESP. O único DCE importante que a UJS ainda controla aqui em São Paulo, até onde eu sei, é o DCE da PUC-SP.

    TERCEIRO: você está me dizendo 392 pessoas (!!!) acreditam na chapa Conecte-se e preferem movimentos que apontem saídas? Que saídas foram apresentadas? Apresentaram essas supostas soluções pelo Facebook ou na balada? Mais investimentos em educação, programas assistência estudantil, incentivo a pesquisa, 10% do PIB para a educação e etc. São Reivindicações, e não saídas. Aliás, essas bandeiras não são exclusividade da UJS. São reinvindicações da sociedade civil, ou seja, de pessoas comuns que estão cansadas de pagar caro por serviços públicos precários. O que a UJS fez foi colar sua imagem a essas reinvindicações legítimas.

    QUARTO: É preciso repudiar a UJS sim. E não estamos falando de repúdio as pessoas, mas sim, à organização. Eu converso na boa com a Karol, o Carioca e até mesmo o Miranda, nada contra eles. Quem acompanhou o processo de construção do DCE, sabe muito bem como ele foi truculento e autoritário. A UJS chegou a censurar a manifestação dos alunos (lei da mordaça – veja o regimento da comissão estatutária) durante o processo de criação do DCE. O estatuto não foi elaborado e nem discutido plenamente pelos alunos. Ele já estava pronto desde o ano passado. Houve também o caso da Fatec de Carapicuíba, onde não permitiram que um delegado, eleito democraticamente pelo voto, desempenhasse suas funções na Comissão. Felizmente, temos tudo documentado. Clique na “tag” DCE e leia nossos artigos ou leia as postagem antigas do grupo “Comissão Estatutária” no facebook.

    NÃO NUMERADAS: Sobre o caso do Orlando Silva, é claro que a revista Veja, enquanto publicação Serrista, tentou tirar proveito político da situação. Mas isso não quer dizer que as denúncias sejam falsas. A prática de desvio de recursos públicos para as ONGs é moeda comum na administração pública. O simples fato de um socialista estar à frente de um ministério que compactua com terceirização e precarização de postos de trabalho, eximindo o Estado de responsabilidades trabalhistas, já é, em si mesmo, inadmissível. Logicamente que um ministro não vai assinar um documento atestando o desvio de verba, isso não existe. Para mim, o fato de haver um policial, que se beneficiou do esquema de desvio de verba do ministério dos esportes, e que possui bens incompatíveis com o salário, já constitui comprovação mais do que suficiente do envolvimento do Sr. Orlando Silva no esquema. Sabemos que a tese do “chefe não sabe de nada” é mentirosa. E para finalizar esse ponto, quem demitiu o Orlando foi a presidente Dilma, e não a mídia.

    Quanto ao ministro Aldo Rebelo e o código florestal, procure ler qualquer publicação de grupos ambientalista sobre o assunto. O código permite o desmatamento de áreas que até então eram protegidas, e anistia fazendeiros condenados por crime ambiental. Todo mundo sabe (o google está ai) que o código teve total apoio da bancada ruralista.

    Sobre o comentário infeliz do militante da UJS “FATECANO E POVO FESTEIRO, etc…”, afirmo: Esse comentário não foi ironia e não estava descontextualizado. Leia o post “A UJS e o estereótipo do jovem imbecil”. Infelizmente essa é a mentalidade tacanha das lideranças da UJS. Vai me dizer que levar jovens numa balada, encher a cara deles até de madrugada e depois fazer lavagem cerebral, não é o mesmo que considera-los imbecis úteis?

    E por fim, respondendo a tua pergunta, afirmo que SIM. Acho que você está sendo manipulada há quase 10 anos, mas não te acho burrinha, ao contrário. Falo isso com conhecimento de causa, pois acompanhei durante muito tempo a UJS e o PCdoB. Na verdade, foram minhas únicas experiências partidárias em toda vida. Infelizmente os partidos se transformaram em grupelhos que defendem apenas seus interesses particulares. A maior parte dos militantes são usados como massa de manobra… É triste, mas é isso.

    Mais uma vez, obrigado pela participação e tente não levar essa discussão política para o lado pessoal. Abraços!

    • Obrigada pela resposta Duke, e tenha certeza que não vou levar para o lado pessoal, e mesmo com a sua resposta continuo tendo o mesmo ponto de vista que tive com a primeira leitura do texto. Tenho vários comentários em relação a sua resposta mas prefiro não fazer pra isso não virar aqueles comentários intermináveis sabe, mas não vou deixar passar um ponto: você afirma que sou alienada em razão da minha militância na UJS, poxa, em quase 10 anos aconteceu muita coisa, me afastei por razões de trabalho, voltei, bati o pé em muita coisa por conta de posicionamentos da entidade, “briguei” com dirigentes e lhes dei razão diversas vezes quando se tinha que decidir alguns pontos da entidade, mas nunca vi interesses particulares, ao contrário, vi pessoas que abdicam de muita coisa, principalmente questões particulares em razão de lutar para um ideal, sejam dirigentes ou militantes, e claro que no meio do caminho algumas pessoas entram em crise com a entidade (e isso não é exclusividade da UJS), mas olha, falamos com vários, é difícil agradar todas e todos.
      Se você me acha alienada, ok, não posso fazer nada para mudar sua opinião no momento, até porque não nos conhecemos pessoalmente, mas acredito você subestima a capacidade de militantes da UJS de distinguir as coisas e ter opinião própria.
      Valeu a atenção em responder um texto tão longo, bjo

  4. bertdelf diz:

    Como aluno da Fatec-SP tive o desprazer de ver as táticas usadas pela UJS e simplesmente é dar nojo. A UJS não forma políticos de verdade ela é uma incubadora de “políticos ” como : Sarney, Maluf e outros, que são a DESGRAÇA!!! e a vergonha do povo brasileiro.

    É um quadro triste e desolador porque de uma lado tempos a escória da escória desse país na figura do PSDB a mais de 20 anos pilhando o governo do Estado de São Paulo e do outro UJS que não é muito diferente até onde pude ver, mostrando o que está por vir no proxímo governo do Estado de São Paulo.

    Senhorita Volpe, você acha mesmo que aqui tem algum leitor da Veja ? Faça me o favor…

  5. Rafael Fatec CPB diz:

    Seguints: Todos sabemos dos estratagemas dos coletivos. A “democracia” polarizada entre UJS e Juntos e outros “coletivos” sufoca as manifestações minoritárias e só serve aos interesses corporativos dessas entidades. O DCE fatec é a o caminho deles, mas nem de longe o fim. Eles “lutam” pela fatec mirando a UNE.Sabemos que a militância orgânica da UJS conta com o aparato financeiro do PC do B que aceita doações de multinacionais e bancos (o que é no mínimo contra censual, mas isso é assunto pra outro post) além da expertise adquirida no grande tempo de militância deste coletivo.
    Esse pragmatismo é extremamente benéfico para a instituição, mas se assemelha aos modos de produção de política artificializados que o brasil pratica desde o restabelecimento da democracia e que hoje podemos ver o quão é nocivo para os interesses da população.

    Esperamos que haja uma reforma na nossa sociedade e esses “coletivos” não podem ficar alheios a elas; talvez se reinventando, voltem a dianteira do processo, representando os estudantes.

    Hoje nem juntos, nem UJS, nem UNE, nem UEE, nem nenhuma dessas instituições representa o estudante secundarista, pois o modelo participativo é viciado como os partidos políticos que os sustentam.

    Meu esforço pessoal será no sentido de conscientizar todos os fatecanos sobre os prós e contras desta eleição e decidir na minha unidade o que será melhor: se ficar no DCE , se sair do DCE ,se ficar, qual chapa apoiar… e etc.

    Pessoalmente, pelo que vi na “fundação” dele, o mais saudável é não se envolver com esse tipo de política feita na base da micaretagem estudantil. Sou favorável á minha unidade se desfiliar do DCE. Possivelmente, serei voto vencido, mas a decisão será tomada internamente e acataremos a decisão dos companheiros de CPB.

  6. Elisângela, eu não te considero alienada. Não tenho condições de fazer esse pré-julgamento apenas por que você é filiada a um partido político. Também não duvido da idoneidade de muitos militantes e até mesmo de dirigentes. O problema é que não podemos avaliar uma organização pelas “virtudes” individuais de seus membros. Por exemplo, a Polícia pode ser uma instituição corrupta, mas nem todo policial é. Certamente existem os bons profissionais, e não são poucos.

    Rafael,
    Perfeita tua colocação. Concordo em gênero, número e grau com você. Hoje em dia, eu faço parte daquele grupo de pessoas que acreditam na falência total dos partidos políticos e das instituições tradicionais de representação. Mas, é muito positivo que exista, como a Elisângela colocou, pessoas sérias dentro dessas organizações que lutam por mudanças reais na sociedade, fazendo pressão e forçando uma mudança por dentro, como a tal reforma partidária que você sugeriu.
    Sobre essa questão da falência dos partidos, recomendo o excelente artigo do historiador e professor da UFT, Bertone de Oliveira Souza: “Por que nossos partidos não nos representam?” http://bertonesousa.wordpress.com/2013/06/26/por-que-nossos-partidos-nao-nos-representam/
    Mas enfim, essa discussão vai longe…
    Quando houver algum debate ou evento na Fatec, apareçam por lá, que a gente desenvolve.
    Abraços e até mais ver!

  7. Boa Tarde,
    sou aluno da FATEC Jundiaí e nossa faculdade foi contra o estatuto!
    mesmo a vice-presidente da conecte-se sendo da nossa faculdade e parte do Diretório Acadêmico.
    ARTUR MIRANDA não me representa e nunca me representará, pois alguém que tenta ser o poder total dentro das Fatec’s através de um estatuto tão mal intencionado e também de PAGAR para alunos formarem Diretórios para votar no mesmo, é mais ridículo ainda.
    Não quero ser respondido por partidários com o vocabulário extenso e que se dizem bem intencionados, quero apenas que quem seja eleito não faça merda, apenas isso,

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