Arquivo de Setembro, 2013

No início deste ano, durante as férias de janeiro, formulei alguns questionamentos aos professores do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI), da FATEC-SP, sobre o mercado de Tecnologia da Informação (T.I.) no Brasil.
Na época, havia tomado conhecimento de uma pesquisa, desenvolvida pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM), sobre a realidade, nada agradável (bastante aterradora, eu diria) do mercado de T.I. brasileiro.
O chefe do DTI, o Prof.º Dr. Marcelo Duduchi Feitosa, foi muito solicito e respondeu prontamente todas as questões por mim levantadas.
Aproveitando que agora temos um blog, acho oportuno divulgar esse interessante debate.

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ALUNO FATECANO PERGUNTA:

Caros professores, nesta semana eu tomei conhecimento de uma pesquisa que me deixou preocupado. Acho que esse é um assunto muito importante, e sem dúvida, do nosso interesse. Gostaria que alguém comentasse.

A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM) publicou recentemente um estudo sobre o mercado de T.I no Brasil. Os resultados são preocupantes… A média salarial de um analista de sistemas (a maior remuneração!!!) no Brasil é de R$ 2.862,00, sendo que em São Paulo fica em torno dos R$ 2.950,00. Um analista de suporte computacional (o pior remunerado) tem o rendimento de R$ 1.867,00 em São Paulo. Em outros estados a situação é ainda mais crítica!

Outro dado alarmante, diz respeito a relação entre a oferta de vagas nas instituições de ensino e o número de concluintes. Para se ter uma ideia, apenas em São Paulo, das 76.459 vagas ofertadas (média do triênio de 2007 à 2009) apenas 10.174 foram concluídas. Ou seja, temos uma evasão em massa de 87%! Será verdade que realmente falta mão de obra qualificada, que os profissionais de T.I recebem os maiores salários, que a carreira é excelente e etc.? Esse estudo demonstra que a realidade não é bem assim.

Percebo que as maiorias das empresas não desenvolvem ou criam novas tecnologias. Elas somente operam as tecnologias já existentes. Por exemplo, alguém que trabalha com segurança da informação, na prática ele vai apenas controlar acesso a diretórios, definir perfis de rede, bloquear pacotes através do firewall, bloquear sites com o Proxy e fazer varredura com antivírus. Ou seja, o profissional irá operar softwares prontos, que fazem todo o trabalho. Não é necessária muita qualificação para desempenhar essas atividades. Em outros segmentos do mercado a realidade é bastante parecida. Então, se montarmos uma equação, teremos: Profissão não regulamentada + baixa qualificação + sindicatos fracos = baixos salários e subempregos (terceirizações e regime PJ). Será essa é a realidade do setor? Segue anexo o resumo do estudo da BRASSCOM:

Aluno Fatecano.
Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) – Noite.

RESPOSTA DO PROFESSOR DR. MARCELO DUDUCHI FEITOSA:

Prezado Aluno Fatecano,

Pode se tranquilizar e curtir suas férias.Acho que existe um probleminha em sua análise. A tabela citada de salários não é a média de todos os salários e sim média de salários admissionais. Veja as informações divulgadas pela Info sobre salários da área no link abaixo:
Tabela de Salários de T.I. – Info

Para um curso como o nosso que é conceito máximo no ENADE até estagiários estão ganhando os valores indicados por você. Além disto, pode verificar nos gráficos que a demanda é sempre muito superior à oferta e por isso o mercado em nossa área tende a estar aquecido por muito tempo. A reportagem do Estadão em que nosso aluno saiu (link abaixo) em 2011 fala sobre 90 mil vagas em aberto e prevê carência de 200 mil em 2013:
Déficit de Profissionais de T.I. – Estadão

Para 2020 segundo a própria BRASSCOM a previsão é de falta de 750 mil profissionais na área.
Falta de Profissionais de T.I. para 2020 – BRASSCOM

Neste cenário não acredito existirem baixos salários.A qualidade do aluno formados e evasão que você citou realmente é preocupante e temos que combatê-la. Dos quase 250 cursos de ADS que participaram do ENADE só 15 tiveram conceito 5 (máximo) como nós. Além disto nós fomos o único curso de ADS a tirar conceito 5 com mais de 100 alunos. Os poucos IFs que tiraram conceito máximo como nós tinham em média 10 alunos participando da prova. Todos os outros com exceção da UFF (com 77 alunos) tinham menos de 30 participando.No nosso curso portanto não estou muito preocupado com isto, pois fizemos o último ENADE com 129 prováveis formandos! Além disto, mesmo tendo disciplinas optativas cujo conteúdo é efetivo no ENADE, o que estamos corrigindo, conseguimos obter conceito máximo! Certamente conseguiremos ainda melhores resultados no futuro!

Ao menos em nossa área, também não concordo que não se produza tecnologia de ponta. É certo que há muito a ser feito, mas a maioria de nossos alunos em final de curso está atuando em desenvolvimento e suporte a desenvolvimento de software. Temos empresas despontando em desenvolvimento tecnológico e competindo até lá fora. Além disto várias empresas não nacionais tem desenvolvido tecnologia em nosso país. É muito interessante ver a IBM inaugurando laboratórios de pesquisa no Brasil e contratando pesquisadores daqui para atuar nele em tecnologia de ponta como a profa. Marcia Ito aqui do nosso departamento por exemplo. Vale ressaltar que nossos alunos já estão sendo chamados para atuar lá também…Também não gosto muito de alguns itens considerados na sua equação como “profissão não regulamentada” e “sindicatos fracos”. O verdadeiro objetivo dos conselhos regionais que vem da regulamentação da profissão deveria ser proteger a sociedade dos maus profissionais e não gerar “reserva de mercado” para formados na área como tentam fazer hoje. Sabemos também que boa parte dos sindicatos por ai também não cuida de nada a não ser de seu próprio interesse funcionando como trampolim político.Prefiro dizer que a nossa realidade aqui na FATEC-SP ontem, hoje e no futuro tende a ser:

Alta qualificação especializada + Muita falta de profissionais em TI = Grandes oportunidade profissionais.
Curta suas férias despreocupado…Abraços a todos e bom resto de férias! Estarei curtindo as minhas e, por isto, estarei incomunicável por alguns dias.Saudações Universitárias!

Marcelo Duduchi.

 

Saiu no site da União Nacional dos Estudantes (UNE) uma nota recheada de mentiras sobre a fundação do DCE Fatec, ou DCE da UJS, como dizem alguns. Esse assunto sobre o DCE já está tão batido e a UNE/UJS já foi desmascarada tantas vezes, que não vale a pena nem publicar mais um post. Porém, como eu adoro desmascarar pelegos governistas, não vou deixar passar essa em branco. A nota segue abaixo junto com meus comentários, que estão em negrito. 

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ESTUDANTES DA FATEC FUNDAM DCE EM CONGRESSO INÉDITO

“No último dia 14/9, cerca de 120 pessoas se reuniram no 1º Congresso dos Estudantes Fatecanos, realizado na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), campus Barueri, para fundar o Diretório Central dos Estudantes da instituição.”

Cerca de 120 pessoas? Não creio nesse número. Gostaria muito de ver a ata com a assinatura e o RA de todos os Fatecanos presentes.

“O processo de formação do DCE teve início em março deste ano, englobando grandes atividades como assembleias gerais via vídeo conferência e reuniões presenciais que discutiram e construíram o conteúdo do estatuto do diretório acadêmico.”

Três mentiras deslavadas numa única frase! Primeiramente o processo de construção do DCE teve início em fevereiro desse ano, e não em março, como afirma a nota. Segundo, não houve reuniões para a construção de Estatuto do DCE. Ele já estava pronto desde o ano passado. Foi uma cópia mal feita do Estatuto do DCE da UNIFESP. Eu mesmo tive acesso pessoalmente ao documento, que estava circulando pela Fatec-SP desde 2012, nas mãos de um militante da UJS. E a terceira mentira é que não aconteceu conferencia online coisa nenhuma. Tudo não passou de uma embromação rasteira. Na verdade, a União da Juventude Socialista (UJS) tentou aprovar na marra, no dia 26/02/2013, na Fatec-SP, o estatuto de DCE através de uma “assembleia” realizada parcialmente pelo SKYPE (digo parcialmente, pois havia alguns alunos participando, que estavam realmente presentes, em carne e osso). Entretanto, os supostos Fatecanos que estavam conectados, participando da tal reunião online, eram, na realidade, os contatos registrados no SKYPE de um dos militantes da UJS, mais precisamente o Sr Athur Miranda. Esse estatuto, na época, não foi aprovado. Os militantes da UJS foram rechaçados e tiveram que abandonar, por hora, o plano de tomar de assalto o movimento estudantil Fatecano.

“Participaram do congresso a presidenta da UNE, Virgínia Barros, a presidenta da UEE-SP, Carina Vitral e representantes de cada uma das 56 unidades da FATEC espalhadas pelo estado de São Paulo.”

A UNE é aquela entidade estudantil governista, que costumar trocar os direitos adquiridos dos estudantes, por privilégios políticos e econômicos. Como esquecer que a UNE abriu mão de defender o benefício da meia entrada para shows e eventos culturais, outrora concedido a todos os estudantes, e agora limitado a 40% do total de ingressos? E fez isso para obter o monopólio do lucrativo negócio das emissões das carteirinhas estudantis. Como esquecer que a presidente da UNE, Virginia Barros, disse a besteira de que tal negociata ampliou “o espaço de participação do jovem” e o colocou como “protagonista na política”? Além disso, duvido muito que na assembleia de Barueri havia representantes de 56 unidades das Fatecs.  Cadê a ata com as assinaturas e o RAs dos participantes?

Para o diretor de Universidades Públicas da UEE-SP, Henrique Domingues, a fundação do DCE FATEC é um marco na história dos seus 64 mil estudantes. ‘’O DCE que agora foi fundado será responsável por ampliar a voz de todos e todas que buscam mais qualidade de ensino, mais infraestrutura, políticas de permanência, desenvolvimento de pesquisa e tecnologia ‘’, destacou.

Francamente eu não sei, e não quero saber, o que faz um diretor de Universidades Públicas da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo). Mas considerando que tal diretor é o ilustre Sr Henrique Domingues, eu só posso concluir que sério, esse departamento não é. Quem conhece a figura (quem não conhece é só procurar no facebook) sabe bem do que estou falando. Se a qualidade, ou seja lá o que for, das faculdades e universidades do Estado de São Paulo, depender da competência administrativa desse cidadão, é melhor se matricular num boteco, ou num hospício. Garanto que estaremos em melhores mãos.

Com a instituição do DCE consolidada e seu estatuto aprovado, o próximo passo será a construção de um processo eleitoral para escolha de sua diretoria.

‘’A FATEC é uma das maiores instituições públicas do estado paulista, no entanto, pouco se investe em pesquisa e produção cientifica. A composição social da universidade é bem diferente da elitizada Universidade de São Paulo (USP). Na FATEC, mais de 60% dos estudantes são oriundos da escola pública. Esse abismo social entre as estaduais precisa mudar, queremos uma universidade por inteiro, com investimento, pesquisa, extensão, laboratórios e assistência estudantil. O DCE é mais uma ferramenta nessa luta’’, ressaltou a presidenta da UEE-SP, Carina Vitral.

Renata Bars

Como podemos ver, até numa pequena nota da UNE encontra-se mentiras e absurdos as pencas. O triste é que essa galera da micareta tomou de assalto o Movimento Estudantil Fatecano. Uma nova era de peleguismo governista se anuncia. É só esperar para ver…

A UJS e o estereótipo do jovem imbecil.

Posted: 16 de Setembro de 2013 by Duke de Vespa in DCE Fatec, Fatec
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Hoje de manhã, enquanto me dirigia ao trabalho (dentro de um ônibus lotado, para variar…), resolvi acessar o meu Facebook com o intuito de me distrair um pouquinho, durante o trajeto entediante.

Entre um ou outro post, que tratam de assuntos tão diversos, que vão desde a balada do final de semana e a ressaca da segunda, até os conflito na Síria e na Palestina, li um post muito interessante, publicado no grupo da “extinta” Comissão Estatutária do DCE Fatec. Um aluno (que não vou citar o nome) reclamou que a assembleia de criação do DCE Fatec, ocorrida no último sábado, dia 14/09/2013, em Barueri-SP, parecia uma “peça de teatro” (de muito mau gosto, complemento eu). Esse aluno disse que durante a reunião viu“bandeiras de instituições bastante conhecidas por ceder aos encanto$$ do Governo Federal”, sendo pregadas nas paredes por “uma galera de muito bom humor que parecia estar indo a uma micareta”.

Outro aluno, que se dizia apartidário e portador de visão própria, revoltado com a observação do colega, saiu em defesa das tais instituições bastante conhecidas e soltou: “Fatecano é assim mesmo, POVO FESTEIRO QUE NÃO LEVA NADA A SÉRIO E É DA ZUEIRA!”

Interessante que essa publicação sintetiza perfeitamente a tática e a visão de mundo e de juventude do PCdoB e de seu braço jovem, a UJS. Recentemente, lendo uma notícia publicada no site vermelho.org.br, que trata da inserção do PCdoB na juventude, deparo-me com declarações, proferidas por um figurão do partido, do tipo “Nossa forma de organização se dá com o uso da linguagem do jovem. Se fizéssemos só a assembleia não reuniríamos mais de 100 pessoas”. Portanto, para atingir o público, a UJS realiza “assembleias durante festas fechadas em casas noturnas, com DJs e outros atrativos. Num determinado momento, a música para, começam os discursos e as informações importantes são transmitidas”.

Como não perceber o preconceito e a concepção estereotipada de juventude, embutida na visão de mundo das lideranças da UJS? Na cabeça oca do “socialista” da UJS, o jovem brasileiro (e por dedução lógica, o Fatecano também) não é nada mais do que um alienado, que despreza a política e o debate, que é incapaz de tratar de um assunto com seriedade e que não consegue se reunir para fazer outra coisa, que não seja encher a cara de cerveja numa balada. E já vou adiantando que não tenho nada contra balada e cerveja, aliás, sou totalmente a favor, mas isso não implica que não sei fazer outra coisa além de me divertir. Para tratar de assuntos importantes como educação, saúde, moradia, emprego, transporte e etc., não preciso de pão e circo em casas noturnas com DJs e outros atrativos.

Será que o jovem Fatecano quando vai disputar uma vaga de emprego, numa entrevista, se comporta como povo festeiro e da zoeira, que não leva nada a sério? Eu acho que não! Não por acaso, a UJS, PCdoB, UNE e companhia, foram rechaçados nas manifestações de rua ocorridas em julho. Por certo, a UJS ignora que segundo um estudo da Organização das Nações Unidas, realizada com dez mil brasileiros de 15 a 29 anos, mais da metade dos jovens brasileiros (51%) se interessam por política. E que para 43% dos jovens, a fonte de satisfação na vida é a família, seguido de saúde (26%) e emprego (8%). Diversão aparece no final da lista com 4% apenas. O que desmente cabalmente o preconceito das lideranças da UJS.

Lamentável, vergonhoso e decepcionante que colegas que se dizem socialistas libertários, tenham uma visão tão estreita e míope da juventude brasileira. Enfim, é esse tipo de gente, com esse tipo de pensamento grosseiro, que estará no comando do movimento estudantil Fatecano daqui pra frente. Com essas sementes, vai ser difícil brotar coisa boa desse chão!

Esse mini-vídeo documentário procura mostrar as posições e os conflitos de ideias em torno da criação do DCE na Fatec-SP.

Apesar do grupo Independente Fatec-SP ter um lado, procuramos, nesse vídeo, apresentar os fatos da maneira mais imparcial possível.

Caros Fatecanos, alguns alunos militantes de partidos políticos e associações partidárias (mais precisamente, da União da Juventude Socialista [UJS], ligada ao PCdoB) estão organizados para criar, de forma autoritária, um novo DCE unificado das FATECs. Para quem não sabe, o DCE é Diretório Central dos Estudantes. Trata-se de uma entidade estudantil que, em tese, representa todos os alunos de uma instituição de Ensino Superior. Ele tem a função de, em tese, organizar e encaminhar as lutas estudantis.

Provavelmente, na próxima sexta, 06/09/2013 (confirmar no C.A.), será votado na FATEC-SP, numa assembleia geral, aberta a toda a comunidade discente da Faculdade, o ESTATUTO DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DAS FACULDADES DE TECNOLOGIA DE SÃO PAULO. Nesse documento contêm as regras que irão regulamentar as atividades do DCE FATEC.

Devemos tomar muito cuidado com o que iremos aprovar (ou não) nessa assembleia. Estamos vivenciando hoje, uma grande pressão por parte dos militantes da UJS, que estão determinados a controlar o movimento estudantil Fatecano, retirando-lhe toda a autonomia. O objetivo dos militantes é submeter os Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e as Ligas Atléticas aos interesses partidários.

Segue abaixo uma lista com 13 motivos que justificam por que não devemos aprovar esse Estatuto do DCE FATEC.

  1. FATEC nas mãos dos Partidos: Os alunos que estão encabeçando a criação do DCE são, em sua maioria, militantes ativos da UJS (a União da Juventude Socialista [UJS], ligada ao PCdoB). Não devemos ser intolerantes com os partidos políticos, afinal, estamos numa democracia, no entanto o movimento estudantil deve ser autônomo e apartidário.
  2. UJS controla a UNE: A UJS detêm o controle da UNE (a União Nacional dos Estudantes) desde 1979. É sabido que a UNE se tornou uma entidade aparelhada pelos partidos da base do Governo Federal. Para se ter uma ideia, recentemente a UNE recebeu com bastante entusiasmo a aprovação do lamentável Estatuto da Juventude, que garante que o benefício da meia entrada para shows e eventos culturais, seja limitado a 40% do total de ingressos. Além disso, a UNE terá novamente o monopólio do lucrativo negócio das emissões das carteirinhas de estudantes.
  3. A UNE/UJS nunca apareceu nas FATECs: Onde estava a UNE/JUS quando o Centro Paula Souza sucateou (e ainda sucateia) as FATECs? E quando o CEETEPS determinou que até 20% dos cursos deveriam ser ministrados no esquema do EaD (Educação a Distância)? E quando reduziu a carga horária dos cursos para 2400 horas? E quando utiliza as FATECs como propaganda política? E quando precariza o trabalho dos professores e funcionários? E quando oferta cursos privados no espaço público? Alguém viu?
  4. A UNE/UJS já tentou aprovar esse Estatuto do DCE antes: É isso mesmo que você leu. Para quem não conhece essa vergonhosa história, saiba que a UNE/UJS já tentou aprovar esse Estatuto em fevereiro desse ano, numa assembleia (pasmem!) realizada parte presencial e parte online (pelo SKYPE mesmo!).  Foi o maior fiasco… Mesmo debaixo de ofensas, ameaças e xingamentos o verdadeiro movimento estudantil Fatecano conseguiu, na época, impedir a construção autoritária de um novo DCE.
  5. O DCE será burocratizado: O Estatuto do DCE FATEC, possui várias páginas falando de cargos e mais cargos para a diretoria. É diretor disso, daquilo e daquilo outro. Porém, não diz quase nada sobre os pontos mais importantes, que tratam das regras das ELEIÇÕES e da participação das FATECs. Possui obscura uma página e meia sobre as eleições. É um mistério…
  6. O Estatuto, no Artigo 3, viola o direito individual de livre associação, pois obriga TODOS os estudantes das FATECs à se associarem ao DCE, salvo aqueles que se manifestarem em contrário.
  7. O DCE é autoritário, pois no Artigo 5 do Estatuto (item “C”), obriga os estudante a RESPEITAR, DIVULGAR E SEGUIR AS DECISÕES DA DIRETORIA DO DCE. Nem preciso dizer que isso é inconstitucional.
  8. Retira a autonomia dos C.As e D.As na organização de suas eleições internas: O Artigo 13, parágrafo V, diz que a diretoria do DCE vai orientar e coordenar as eleições de Centros e Diretórios Acadêmicos das unidades, passando por cima das entidades locais.
  9. Proíbe oposição: No parágrafo único do Artigo 13 diz que os membros da diretoria devem cumprir as decisões, e em caso de desrespeito ou exposição vexatória, este membro poderá ser expulso do DCE.
  10. Retira a autonomia da liga das atléticas (LAF) sob a organização do InterFATEC. O Artigo 24 do estatuto autoriza que o diretor de esporte do DCE possa: construir o InterFATEC, escolher os representantes das atléticas nas unidades, realizar parcerias com governos e secretarias e captar recursos financeiros.
  11. Legaliza a fraude nas eleições: Nas miseras e obscuras uma página e meia que trata das eleições, o Estatuto diz, no Artigo 42, que as regras das eleições serão criadas por um tal presidente, de uma tal comissão eleitoral, quando ele bem entender. Pergunto, o que impede, digamos, que a cada eleição haja um regimento diferente? Ou que as regras das eleições sejam alteradas de acordo com os interesses do momento?
  12. Legaliza a fraude nas eleições II: O Artigo 43 diz que o Presidente da tal Comissão eleitoral poderá, ao seu bel prazer, anular votos e urnas durante os dias de votação. Acho que nem na ditadura militar aconteceu esse tipo de coisa.
  13. Não garante a representatividade: O Estatuto não garante que cada FATEC tenha a sua representação proporcional no DCE. Uma chapa formada numa única unidade, por exemplo, poderá ganhar as eleições e decidir em nome de todas as FATECs. Agora eu pergunto novamente, quem tem dinheiro e verba federal para ficar disputando eleições em todo o estado de São Paulo? Quem será que vai ganhar sempre? Quem tem mais chance, o aluno comum que estuda e quer melhorias para as FATECs ou o militante profissional, financiado por partidos?
Enfim, acho que os 13 motivos expostos acima, já são suficientes para exclarecer do porquê que não devemos aprovar essa pérola do autoritarismo em nossa unidade. Queremos um DCE sim, mas que seja democrático, participativo e que TODAS as FATECs sejam representadas. Somente assim, conseguiremos impedir que grupos militantes de partidos políticos nos utilizem como peças de xadrez nos seus jogos pelo poder.